
Expointer 2026: Ceva destaca prevenção e manejo personalizado como caminhos para a saúde animal
Durante a Expointer 2026, o vice-presidente da Ceva Saúde Animal Brasil, Nivaldo Grando, destacou o carrapato como um dos principais desafios sanitários da pecuária gaúcha e reforçou a importância de protocolos adaptados à realidade de cada propriedade. O executivo também apontou a prevenção como tendência para os próximos anos e apresentou investimentos da companhia em biológicos, reprodução e soluções para o controle de parasitas.
A diversidade da pecuária do Rio Grande do Sul também traz desafios particulares para a sanidade dos rebanhos. Em entrevista à equipe de reportagem da A Granja durante a Expointer 2026, o vice-presidente da Ceva Saúde Animal Brasil, Nivaldo Grando, destacou o controle do carrapato como uma das principais preocupações enfrentadas atualmente pelos produtores gaúchos.
Segundo o executivo, a presença de diferentes raças bovinas, incluindo animais de origem europeia e tropical, cria uma realidade particular no Estado. Nesse cenário, o carrapato aparece como um problema recorrente e capaz de provocar impactos significativos na produtividade das propriedades.
“O Rio Grande do Sul tem uma característica superespecial dentro da pecuária brasileira, pela diversidade de raças que a gente cria aqui”, afirmou Grando. Para ele, o carrapato representa uma dificuldade adicional por estar presente tanto no ambiente quanto nos animais e possuir elevada capacidade de multiplicação.
Nivaldo Grando
Diante desse cenário, Grando reforça que o controle sanitário não deve ser baseado em uma única estratégia para todos os produtores. Diferenças de raça, clima, tipo de pastagem e condições de cada propriedade precisam ser consideradas antes da definição do protocolo.
“Não existe uma receita. Não tem como passar uma receita geral para todo o Estado”, destacou. Segundo o vice-presidente, o acompanhamento de um médico-veterinário e a utilização correta dos medicamentos são fundamentais para garantir segurança e eficiência no tratamento.
A orientação inclui respeitar a dose, o momento de aplicação e as particularidades de cada sistema produtivo. Para Grando, esse cuidado também tem impacto direto no bolso do pecuarista, já que o uso inadequado de produtos pode reduzir a eficiência do controle e comprometer os resultados da atividade.
Prevenção deve ganhar espaço
Ao projetar as principais transformações da saúde animal para os próximos cinco ou dez anos, Grando aponta a prevenção como um dos principais caminhos para a pecuária brasileira.
“O Brasil é um país superimportante e foco para a indústria de maneira geral, principalmente para a Ceva”, afirmou. Segundo ele, o País representa atualmente a segunda maior unidade de negócios da companhia no mundo e apresenta elevado potencial de crescimento.
Dentro dessa estratégia, a empresa tem ampliado os investimentos em produtos biológicos desenvolvidos especificamente para as condições brasileiras. Grando destacou a existência de uma unidade de desenvolvimento localizada no BH-TEC, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), voltada à criação de soluções adaptadas à produção tropical e às necessidades dos produtores nacionais.
“A gente entende que sempre prevenir é melhor do que depois tentar curar quando você já teve perda”, resumiu.
Na avaliação do executivo, o avanço das ferramentas preventivas pode ajudar o pecuarista não apenas a reduzir problemas sanitários, mas também a utilizar recursos de maneira mais eficiente, melhorar a produtividade e aumentar a segurança da produção.
Reprodução entre os destaques na Expointer
Na Expointer 2026, um dos focos da Ceva está justamente na linha reprodutiva. Entre as novidades apresentadas pela empresa está o Folirec, produto destinado à utilização em protocolos reprodutivos.
De acordo com Grando, um dos diferenciais destacados pela companhia é a ausência de origem animal no processo de obtenção do produto, característica relacionada também à preocupação com o bem-estar animal.
Além da reprodução, a empresa apresenta durante a feira seu portfólio de antiparasitários e outras soluções direcionadas à pecuária. Para Grando, a combinação entre tecnologia, acompanhamento técnico e prevenção tende a ganhar cada vez mais importância dentro das propriedades.
A perspectiva, segundo o executivo, é de uma saúde animal cada vez mais conectada à eficiência do sistema produtivo. Mais do que tratar doenças, o objetivo passa por antecipar problemas e construir protocolos sanitários adequados à realidade de cada fazenda, contribuindo para animais mais saudáveis e uma pecuária mais produtiva e rentável.
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