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Mulheres que escolheram permanecer no campo debatem sucessão rural na Expointer
FMEG levou ao Parque de Exposições Assis Brasil lideranças nacionais e internacionais para mostrar o papel das lideranças femininas na sequência do agronegócio
Mulheres que escolheram permanecer no campo debatem sucessão rural na Expointer
FMEG levou ao Parque de Exposições Assis Brasil lideranças nacionais e internacionais para mostrar o papel das lideranças femininas na sequência do agronegócio
Foto: Rafael Torres Atz
A longevidade é uma marca da sociedade e chegou tanto às cidades quanto ao campo. Junto com a experiência de quem já está há muitos anos levando a produção rural como motor da economia brasileira, surge também a necessidade de preparar quem vai dar sequência a esse legado. E o papel das mulheres que ficaram para seguir o trabalho tem se mostrado cada vez mais fundamental nos processos de sucessão no ambiente rural. Esse foi um dos principais assuntos, que permeou os debates da 12ª edição do Fórum Mulher Empreendedora Gaúcha (FMEG), ocorrido nesta quinta-feira, 03, no Centro de Eventos Expomentes, na Expointer.
Para a presidente do FMEG, Tânia Cruz, trazer à tona o assunto à luz do protagonismo feminino é um momento ímpar dentro da Feira, que é o maior evento do agronegócio realizado a céu aberto na América Latina. “Conseguimos demonstrar pela qualidade dos debates e das debatedoras o quanto as mulheres empreendedoras do meio rural têm assumido a liderança dos negócios e a responsabilidade de dar sequência ao segmento, que é um dos grandes motores da economia brasileira e responde por boa parte da geração de riqueza do País”, avaliou.
Os temas abordados sob a perspectiva do protagonismo feminino:
O primeiro painel foi Mulheres que constroem o agro: empreendedorismo, sucessão e liderança. Na oportunidade, mulheres com diferentes trajetórias, que são produtoras rurais e líderes do setor nas suas regiões, tanto no Rio Grande do Sul quanto em outros estados, abordaram suas experiências, compartilharam os desafios enfrentados e contaram o que estão fazendo para construir o caminho do agronegócio do futuro. Mara Lauxen, Jaqueline Bullé de Ávila, Tânia Maria Vendruscolo, Sandra Stoquero e Renata Camargo foram as painelistas, sob mediação de Farlen Pacheco.
Em seguida, Mara Lauxen seguiu no palco para abordar o tema Antes da sucessão: o preparo que garante a continuidade dos negócios. Ela abriu a conversa chamando atenção para a diferença entre herdar e estar preparado para assumir o papel de liderança dos negócios da família. E contou como foi o processo pelo qual ela mesma passou para aprender a produzir e a trabalhar na produção rural. “Sucessão não começa quando alguém assume. É necessário estar preparado e preparar as próximas gerações desde muito cedo”, alertou. “É fundamental perguntar aos filhos quem gostaria de seguir com os negócios e não deixar de lado aqueles que buscarem outros caminhos. Sucessão se constrói em vida, no dia a dia, encontrando as formas que cada um poderá contribuir e usufruir, garantindo a continuidade”, ensinou.
Já Cristiane Alves, Jaqueline Mesomo, Justine Arruda e Beatriz Hennerich têm profissões diversas e capacitações em diferentes áreas do saber, desde contabilidade até agronomia e inteligência artificial aplicada ao Agro. Com a mediação de Zilda Elisa, elas uniram seus olhares em torno das afinidades e abordaram os desafios. Também elencaram a forma como cada uma tem contribuído para assumir o protagonismo dos negócios e ajudar a desenvolver cada vez mais o agro, não só no Brasil quanto no Paraguai, país de Jaqueline Mesomo, e em toda a América Latina, durante o painel Mulheres e o agronegócio: cenário atual.
Patrícia Freyer trouxe seu olhar sobre os espaços femininos, abordando o tema A mulher do agro precisa ocupar mais um lugar: o das decisões patrimoniais. Segundo ela, tem muita gente preocupada com o planejamento da sucessão, por ser um trabalho árduo e que precisa entrar na cultura das famílias brasileiras. Patrícia trouxe a experiência da própria família, quando sua mãe ficou viúva e, para além da dor da perda, ainda precisou lidar com a instabilidade financeira. “Antecipar a sucessão dá segurança e reduz custos”, afirmou. Ela explicou que cada família tem uma realidade e é a partir de contextos próprios que se precisa organizar o planejamento sucessório. “Não é sobre patrimônio. É sobre proteção às pessoas que mais amamos”, finalizou.
O painel Gerações que movem o agro reuniu mulheres de idades diferentes, que atuam no agronegócio ou estão se preparando para dar continuidade aos negócios da família no campo. É o caso de Natalia Baldan, quarta geração de sua família, sucessora em desenvolvimento da propriedade dos Baldan. Ela, Renata Camargo, Maria Iraclézia, Rafaella Moisés e Cíntia Rousselet Longhi discutiram as formas de atuar no campo, liderança, trataram das questões envolvendo o preparo para a sucessão familiar, as conexões e os novos caminhos que estão sendo e que ainda precisam ser traçados para o agronegócio.
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