
A MBRF, companhia formada a partir da fusão entre Marfrig e BRF, registrou lucro líquido de R$ 91 milhões no quarto trimestre de 2025 (outubro a dezembro). O resultado representa uma queda de 91,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo comunicado de resultados divulgado pela empresa.
De acordo com a companhia, o desempenho no trimestre foi pressionado principalmente pelo aumento das despesas financeiras e pelos custos associados à reestruturação e ao processo de fusão. Esses fatores elevaram gastos e reduziram a rentabilidade no período, mesmo com avanço de receita.
A MBRF informou que as despesas financeiras cresceram tanto no quarto trimestre quanto no consolidado de 2025, sobretudo por conta do aumento da dívida média em comparação com 2024 e do cenário de juros mais elevados. A empresa destacou que a taxa básica ficou em 14,43% em 2025, acima dos 10,93% em 2024, o que contribuiu para elevar o custo da dívida.
Outro ponto mencionado foi a maior participação de dívida denominada em reais, fator que também aumentou a despesa financeira no período. Além disso, a companhia indicou que a distribuição de dividendos relacionada à fusão teve reflexo na pressão sobre as despesas financeiras, conforme relato do executivo responsável pelas áreas de Finanças, Relações com Investidores, Gestão e Tecnologia.
Apesar da queda expressiva no lucro, a companhia apresentou alta de receita líquida no trimestre. Entre outubro e dezembro de 2025, a receita líquida somou R$ 43,915 bilhões, o que representa crescimento de 4,8% na comparação anual.
Já o Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 3,410 bilhões no quarto trimestre, uma queda de 9,1% ante o mesmo intervalo do ano anterior. No detalhamento do resultado, a empresa informou a participação aproximada das operações:
BRF: 77% do Ebitda ajustado do trimestre
Operação América do Sul: 18%
América do Norte: 4%
No consolidado de 2025, a MBRF registrou receita líquida recorde de R$ 163,963 bilhões, com crescimento de 11,9% em relação a 2024. Segundo a empresa, o volume vendido alcançou 8,2 milhões de toneladas de alimentos, alta de 3,9% na comparação anual.
Ainda assim, o lucro líquido anual recuou 77,9%, totalizando R$ 358 milhões. O Ebitda ajustado também apresentou queda, de 3,2%, somando R$ 13,151 bilhões. Como consequência, a margem Ebitda ajustada diminuiu para 8%, ante 9,3% em 2024.
Além das despesas financeiras e dos custos do processo de integração, a companhia apontou impactos operacionais relevantes ao longo do período. Um deles foi a gripe aviária identificada em uma granja comercial no Brasil, episódio que levou à manutenção de restrições em parte dos mercados compradores por meses, incluindo a China, afetando as exportações de carne de frango.
Outro ponto citado foi a menor rentabilidade na operação dos Estados Unidos, atribuída ao ciclo de baixa oferta de gado no país, dinâmica que tende a pressionar custos e reduzir margens no segmento.
Indicador 4º tri de 2025 2025 (consolidado) Lucro líquido R$ 91 milhões (-91,9%) R$ 358 milhões (-77,9%) Receita líquida R$ 43,915 bilhões (+4,8%) R$ 163,963 bilhões (+11,9%) Ebitda ajustado R$ 3,410 bilhões (-9,1%) R$ 13,151 bilhões (-3,2%) Margem Ebitda ajustada — 8% (vs. 9,3% em 2024) Volume vendido — 8,2 milhões de toneladas (+3,9%)
Os números mostram um contraste: enquanto a MBRF ampliou receitas e alcançou recorde anual de faturamento, a combinação de custos de fusão, reestruturação e maior despesa financeira em um ambiente de juros elevados reduziu a capacidade de conversão de receita em lucro e pressionou indicadores de margem.
Para o mercado, o resultado reforça o peso que decisões de capital, perfil de endividamento e fatores sanitários e cíclicos podem ter sobre empresas do setor de alimentos, especialmente em períodos de integração corporativa e volatilidade nos custos de produção.

O dólar caiu 0,10% frente ao real, cotado a R$ 5,1721. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,70%, aos 168.619 pontos. Fonte: g1, 10/6/26.

Resumo: Em 9 de junho de 2026, o mercado mundial de café apresentou flutuações mistas. O Robusta na bolsa de Londres reverteu a tendência, com os contratos de julho e setembro de 2026 subindo para US$ 3.333/ton (+0,51%) e US$ 3.260/ton (+0,84%), respectivamente. O Arábica na NYSE/ICE caiu, com o contrato de julho de 2026 em 245,9 centavos de dólar por libra (-0,24%) e o de setembro em 241,65 centavos de dólar por libra (-0,19%). No Brasil, a bolsa local registrou movimentos opostos: julho de 2026 a 305,3 centavos/lb (-8,75), e setembro de 2026 a 296,95 centavos/lb (+4,65). Segundo a Reuters, o Arábica permanece no menor nível em 19 meses, enquanto o Robusta recupera após uma queda na semana anterior, com a colheita brasileira pressionando os preços. A desvalorização do real frente ao dólar também ajudou a ampliar a oferta, incentivando vendas para exportação. No Vietnã, as exportações dos primeiros quatro meses de 2026 chegaram a cerca de 791.090 toneladas, +9,4% em volume, mas o valor caiu 10,5% para US$ 3,7 bilhões, refletindo a fraqueza de preços globais. Enquanto isso, a demanda na Indonésia cresce à medida que cafeicultores aguardam uma colheita abundante em julho, em meio a estoques limitados no Vietnã. Fonte: Reuters e dados de mercados.

As cotações globais de café seguem em queda, com Arábica atingindo o menor nível em 19 meses e Robusta o mais baixo em 7 semanas, impulsionadas por contratos futuros mornos no curto prazo. Na bolsa de Londres, Robusta julho/2026 caiu para US$ 3.352 por tonelada (-0,56%), e setembro/2026 para US$ 3.270/t (-0,24%). Na NY, Arábica julho/2026 caiu para 247,15 cents por libra (-2,35%), e setembro/2026 para 242,4 cents (-2,10%).

Resumo: Em 4 de junho, os preços da soja recuaram: a soja (incluindo o variant seeds) caiu cerca de 2,1% para US$ 415/tonelada e a soja seca recuou 2,21% para US$ 345,8/t; o óleo de soja teve a maior pressão, com queda de 3% para US$ 1.682/t. O índice MXV de produtos agrícolas fechou em 1.423 pontos. A queda é atribuída à liquidação de posições compradas por fundos de investimento. Além disso, a queda foi ampliada pela fraqueza do petróleo, que pressionou o setor de biocombustíveis e o óleo de soja.

O ouro operou em queda nesta terça-feira, negociado em torno de 4.698,41 dólares por onça, pressionado pela escalada dos preços da energia e pelos conflitos no Médio Oriente. O metal segue mais como indicador de risco macroeconómico do que refúgio seguro, oscilando entre petróleo, inflação, o dólar e as expectativas sobre a política monetária da Fed. As declarações de Donald Trump sobre o Irã — chamando a contraproposta de “um pedaço de lixo” e afirmando que o acordo está em “suporte de vida” — aumentam a incerteza. O mercado projeta, contudo, a possibilidade de aperto da Fed até o fim do ano, com a probabilidade de uma subida de 25 pontos-base ainda na mesa. Economistas esperam que a inflação norte-americana de Abril tenha acelerado de 3,3% para 3,7%.