
O bom desempenho da agropecuária foi decisivo para o resultado da economia brasileira em 2025. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta terça-feira (03), mostram que o setor avançou 11,7% no ano, tornando-se o principal motor da alta de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
Com o crescimento, o PIB brasileiro somou R$ 12,7 trilhões em valores correntes, reforçando o peso do campo no desempenho macroeconômico. Segundo o IBGE, o avanço expressivo ocorreu em um ano marcado por safra recorde de grãos, ganhos de produtividade e recuperação da pecuária.
Outro indicador acompanhado de perto foi o PIB per capita, que representa a média de riqueza gerada por habitante. Em 2025, o indicador atingiu R$ 59.687,49, com crescimento real de 1,9% em comparação a 2024, de acordo com o levantamento oficial.
O IBGE destaca que a agricultura foi o principal pilar do crescimento do setor agropecuário. O resultado aparece em linha com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), que apontou avanço significativo em culturas consideradas estratégicas para o abastecimento interno e para o comércio exterior.
Entre os destaques do ano, milho e soja registraram forte aumento de produção, com variações de 23,6% e 14,6%, respectivamente. O desempenho reflete não apenas a expansão de área plantada em algumas regiões, mas principalmente ganhos de produtividade, que ajudaram as duas culturas a atingirem recordes de produção na série histórica do LSPA.
Agropecuária: crescimento de 11,7% no ano
PIB do Brasil: alta de 2,3%, totalizando R$ 12,7 trilhões
PIB per capita: R$ 59.687,49 (+1,9% em termos reais)
Milho: produção +23,6%
Soja: produção +14,6%
Além das lavouras, a pecuária teve participação positiva no desempenho da agropecuária ao longo de 2025. O IBGE atribui parte desse resultado ao aumento de abates e ao fortalecimento do setor no mercado externo, com exportações favorecendo o ritmo de atividade.
Na avaliação do instituto, a composição do crescimento do setor indica que o desempenho do campo foi sustentado tanto por fatores de produção (como produtividade e volume colhido) quanto por variáveis de mercado, em especial a dinâmica de demanda que influencia a cadeia pecuária.
Os ganhos não ficaram restritos ao acumulado anual. No quarto trimestre, a agropecuária voltou a apresentar avanço expressivo: 12,1% na comparação com o mesmo período de 2024.
O resultado trimestral foi influenciado pelo bom desempenho de produtos com safra mais concentrada no período, conforme o IBGE. Entre os destaques, aparecem:
Produto Variação no 4º tri (vs. 4º tri de 2024) Fumo +29,8% Laranja +28,4% Trigo +3,7%
Além dessas culturas, a pecuária também contribuiu para o desempenho do trimestre, reforçando a leitura de que o setor manteve ritmo de expansão ao fim do ano, com impactos relevantes sobre o resultado do PIB.
O avanço de dois dígitos da agropecuária em 2025 evidencia a importância do setor na economia brasileira. Quando há recorde de produção e aumento de produtividade, os efeitos podem se espalhar por toda a cadeia, influenciando desde a demanda por insumos e logística até a indústria ligada ao processamento e o desempenho das exportações.
Com a agropecuária crescendo 11,7%, o setor se consolidou como o principal impulsionador da alta de 2,3% do PIB em 2025, segundo dados oficiais do IBGE.
Para os próximos períodos, o comportamento do setor continuará no radar, especialmente pela influência que a produção agrícola e a pecuária exercem sobre inflação de alimentos, balança comercial e renda no campo. Em 2025, porém, o saldo do ano foi claro: a força do agronegócio determinou o tom do crescimento econômico no país.
Fonte dos dados: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA).

Primeira empresa do agronegócio brasileiro a gerar, emitir e comercializar soluções climáticas a partir de práticas sustentáveis de agrcultura,[MM1] a Citrosuco, uma das maiores produtoras de suco de laranja e ingredientes cítricos do mundo, participa de dois painéis da São Paulo Climate Week, nos dias 4 e 6 de agosto. A companhia apresentará como a agricultura sustentável e regenerativa pode acelerar a adaptação às mudanças climáticas, gerar créditos de carbono de alta integridade e criar novas oportunidades de valor para o agronegócio.

O Instituto Agronômico (IAC), da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, fará o 9º Workshop Viroses da Batata & Tecnologia IAC Broto/Batata-Semente. O evento será nos dias 11 e 12 de agosto, no município de Presidente Castelo Branco (PR).
A produção de feno dentro da própria propriedade tem avançado no campo como alternativa para pecuaristas que buscam reduzir custos, garantir alimentação de qualidade ao rebanho e aumentar a previsibilidade ao longo do ano. O que antes era visto apenas como uma reserva para períodos de escassez de pastagem hoje faz parte do planejamento estratégico de muitas propriedades rurais.

A live de lançamento do estudo “Agricultura Irrigada no Brasil: Impactos e Perspectivas Estratégicas”, organizada pelo STAC/USP e pela ABIMAQ, discutiu o papel da irrigação no fortalecimento do agronegócio brasileiro. Com participação de Joaquim Bento, Giovani Wiliam Gianeti e Cristiano Del Nero, o evento abordou contribuições socioeconômicas, desafios de infraestrutura, gestão da água e o potencial de expansão da atividade. Entre os dados apresentados, um estudo da USP de 2019 estimou uma área adicional irrigável de 55,8 milhões de hectares no país, considerando águas superficiais e subterrâneas.
O programa Terra Forte, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural e executado pela Emater/RS-Ascar, avalia solos de quase 5 mil agricultores familiares com previsão de alcançar 15 mil beneficiados na primeira etapa e mais dois próximos lotes para os outros 10 mil.