
O avanço da colheita nos principais polos agrícolas monitorados segue em ritmo majoritariamente positivo, mas Maranhão e Rio Grande do Sul ainda apresentam desempenho inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em um recorte de 12 Estados acompanhados — que, juntos, representam 96% da área cultivada — os trabalhos já foram concluídos em sete, segundo dados de monitoramento divulgados pela companhia responsável pelo levantamento.
O cenário aponta para uma finalização mais rápida em parte significativa do território avaliado, enquanto algumas regiões enfrentam um avanço mais lento. A diferença de ritmo entre Estados é um indicador relevante para o planejamento logístico do setor, uma vez que o andamento da colheita influencia diretamente a disponibilidade de produto, o fluxo de transporte e o abastecimento das cadeias produtivas relacionadas.
No conjunto dos Estados acompanhados, a colheita já foi encerrada em mais da metade das localidades monitoradas. O levantamento destaca que esses 12 Estados concentram praticamente toda a área cultivada considerada no estudo, reforçando a relevância do indicador para compreender o andamento do ciclo agrícola em escala nacional.
“Em 12 Estados monitorados, que representam 96% da área cultivada, os trabalhos estão concluídos em sete.”
Entre os pontos de atenção, o Maranhão registrou colheita em 68% da área. O índice é inferior ao do mesmo período de 2023, quando a colheita havia alcançado 73%. A diferença de cinco pontos percentuais sinaliza uma desaceleração no ritmo local, o que pode ter impacto no cronograma de escoamento e na organização das etapas seguintes da cadeia.
Embora o Estado siga com a colheita em andamento, o comparativo anual evidencia que o avanço ocorre de forma mais cautelosa neste ciclo. Para produtores e agentes de mercado, a leitura desses dados auxilia na tomada de decisão sobre armazenamento, contratação de frete e gestão de prazos de entrega.
No Rio Grande do Sul, a colheita atingiu 78% dos campos monitorados. Em 2023, o Estado já havia recolhido 92% da área no mesmo intervalo. A diferença é expressiva e coloca o desempenho gaúcho como um dos principais destaques negativos do levantamento.
O resultado “bem aquém” do observado no ano anterior reforça a necessidade de acompanhamento próximo do ritmo de campo. Quando a colheita se alonga, aumentam os desafios de coordenação entre etapas, incluindo movimentação de máquinas, disponibilidade de mão de obra e janela ideal de operações para manutenção de qualidade do produto.
Abaixo, um resumo do comparativo informado pelo monitoramento, reunindo os dados disponíveis para os Estados citados no relatório.
Estado Colheita atual Mesmo período (ano passado) Diferença Maranhão 68% 73% -5 p.p. Rio Grande do Sul 78% 92% -14 p.p.
Ainda que o levantamento informe a conclusão da colheita em sete dos 12 Estados monitorados, a defasagem registrada em Maranhão e Rio Grande do Sul sugere um quadro de heterogeneidade regional. Em termos práticos, isso significa que o avanço do ciclo não ocorre de forma uniforme e pode exigir ajustes de estratégia por parte de diferentes elos do setor.
Logística e transporte: ritmos diferentes de colheita alteram janelas de pico de demanda por frete e podem redistribuir fluxos.
Planejamento de armazenagem: a velocidade de entrada de produto em armazéns pode variar conforme o andamento regional.
Disponibilidade de oferta: quando há atraso em áreas relevantes, a oferta tende a chegar ao mercado em momentos distintos.
O monitoramento contínuo do andamento em cada Estado permanece essencial para mapear tendências e reduzir incertezas. A leitura de dados comparativos, como os percentuais de colheita do atual ciclo versus o ano anterior, funciona como um termômetro para avaliar eficiência operacional e ritmo de execução em campo.
Em síntese, o cenário geral indica avanço consistente no conjunto acompanhado, com maioria dos Estados já concluindo os trabalhos, enquanto Maranhão e Rio Grande do Sul seguem abaixo do desempenho visto em 2023 — um dado que mantém o mercado atento aos próximos boletins de acompanhamento.

A colheita do café acelerou nas principais regiões produtoras no início de junho, após um ritmo mais lento até meados de maio devido às chuvas frequentes e à maturação ainda irregular dos frutos. Com a diminuição das chuvas e temperaturas mais baixas, as condições mais secas favoreceram o....

Em 2026, o Brasil deve ter safra recorde de grãos (cerca de 356 milhões de toneladas), porém a renda do agro deve cair. O Valor Bruto da Produção (VBP) está estimado em aproximadamente R$ 1,38 trilhão, ante R$ 1,44 trilhão em 2025, mesmo com o setor tendo crescido 13% em 2025.

A primeira safra de feijão no Brasil avança, atingindo 73,5% da área cultivada, com grande variação regional. No MATOPIBA, o início de abril trouxe efeitos climáticos distintos: no Piauí, as chuvas recentes aliviam lavouras atrasadas e mantêm o potencial, mas o centro-norte registra queda de produtividade estimada em 31,2% (SISDAGRO); a diminuição prevista de chuvas no sul do estado facilita o avanço da colheita.

O ritmo de colheita do milho ainda fica abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando 87% da área já estava plantada.

Resumo: A colheita da soja no Paraná atingiu 82% da área da safra 2025/26, avanço de 12 p.p. na semana, mas ainda abaixo do ritmo de 90% registrado no mesmo período da safra anterior. Mais de 90% das lavouras já maturaram, com a colheita em fase avançada ou concluída na maioria das regiões, apesar de paradas pontuais provocadas pelas chuvas. A produtividade apresenta alta variabilidade, influenciada pela distribuição irregular de chuvas e estiagens em fases críticas, especialmente em plantios tardios. No milho de primeira safra, a colheita alcançou 87% da área, com produtividades satisfatórias, ainda que haja variações regionais. O plantio da segunda safra de milho atingiu 90% da área, frente a 83% na semana anterior. O boletim aponta desenvolvimento inicial heterogêneo, com estresse hídrico, falhas de germinação, estandes irregulares e pragas, especialmente lagartas; cerca de 90% da safra está em boa condição, 9% em média e 1% ruim. Chuvas recentes ajudaram na recuperação de parte das áreas, mas persiste cautela quanto ao potencial produtivo da segunda safra, que representa a maior parcela da produção estadual.