
A colheita da soja no Paraná alcançou 82% da área plantada na safra 2025/26, segundo dados divulgados nesta terça-feira (24) pelo Departamento de Economia Rural (Deral). O avanço foi de 12 pontos percentuais em relação à semana anterior, mas o ritmo ainda está abaixo do registrado no mesmo período da safra passada, quando os trabalhos já atingiam 90%.
De acordo com o Deral, a colheita da oleaginosa está em estágio avançado ou já foi concluída na maior parte das regiões paranaenses. Ainda assim, houve paradas pontuais provocadas pelas chuvas, o que contribuiu para desacelerar momentaneamente as operações em algumas áreas.
O boletim semanal também informou que mais de 90% das lavouras de soja já atingiram a maturação, indicando que o estado caminha para a finalização dos trabalhos de colheita nas próximas semanas, conforme as condições climáticas permitirem.
Um dos principais pontos destacados pelo Deral é a elevada variabilidade de produtividade entre as regiões e propriedades. Segundo o órgão, essa diferença foi influenciada principalmente pela distribuição irregular das chuvas ao longo do ciclo e por episódios de estiagem em períodos críticos.
O impacto foi mais sentido em áreas de plantio tardio, que enfrentaram maior risco de estresse hídrico em fases decisivas do desenvolvimento da cultura. Com isso, a colheita avança, mas os resultados finais tendem a refletir a combinação entre clima, época de semeadura e condições locais de manejo.
Destaque: A irregularidade das precipitações e a estiagem em momentos críticos explicam parte das diferenças de rendimento observadas na safra 2025/26.
No caso do milho de primeira safra, o Deral informou que a colheita atingiu 87% da área. As produtividades foram avaliadas como satisfatórias, embora existam variações regionais associadas, novamente, à irregularidade das precipitações.
Com boa parte das áreas já colhida, o milho de primeira safra avança para a etapa final, consolidando o desempenho da cultura no início do ciclo agrícola estadual.
Com o avanço da colheita de soja, o plantio do milho segunda safra entrou em fase final no Paraná, alcançando 90% da área projetada. Na semana anterior, o índice era de 83%, indicando aceleração no ritmo de semeadura conforme as áreas foram sendo liberadas.
Apesar do progresso no plantio, o boletim apontou que o desenvolvimento inicial de parte das lavouras é heterogêneo. Foram registrados casos de estresse hídrico, falhas de germinação e estandes irregulares, além de incidência de pragas, com destaque para lagartas.
Classificação Percentual avaliado Boa 90% Média 9% Ruim 1%
O Deral acrescentou que as chuvas recentes contribuíram para a recuperação de parte das áreas, reduzindo a pressão imediata sobre algumas lavouras recém-implantadas. Ainda assim, o órgão avaliou que o cenário requer cautela em relação ao potencial produtivo do milho segunda safra.
Essa atenção é reforçada pelo peso do milho safrinha no estado: a segunda safra responde pela maior parcela da produção estadual do cereal, tornando o seu desempenho decisivo para o abastecimento e para o resultado econômico da cadeia produtiva.
Ponto de atenção: estresse hídrico e germinação irregular em áreas específicas.
Risco agronômico: estandes falhos e maior suscetibilidade ao ataque de pragas.
Fator positivo: chuvas recentes ajudaram na recuperação de parte das lavouras.
O boletim do Deral mostra um cenário em que a colheita da soja avança de forma consistente, embora em ritmo inferior ao do ano anterior, ao mesmo tempo em que o estado finaliza o plantio do milho segunda safra sob condições variáveis no campo. A combinação entre janela de plantio, clima e pressão de pragas deve seguir influenciando o desempenho das lavouras nas próximas semanas.
A expectativa, segundo as informações consolidadas até o momento, é de que o monitoramento climático e o manejo agronômico sejam determinantes para reduzir perdas e sustentar o potencial produtivo, especialmente nas áreas que já apresentam sinais de irregularidade no estabelecimento das plantas.
Dados consolidados a partir do boletim semanal do Departamento de Economia Rural (Deral), divulgado nesta terça-feira (24).

A colheita do café acelerou nas principais regiões produtoras no início de junho, após um ritmo mais lento até meados de maio devido às chuvas frequentes e à maturação ainda irregular dos frutos. Com a diminuição das chuvas e temperaturas mais baixas, as condições mais secas favoreceram o....

Sumário: Em 12 estados monitorados, representando 96% da área cultivada, os trabalhos já foram concluídos em sete deles. No Maranhão, a colheita atingiu 68% da área, abaixo dos 73% do ano anterior. No Rio Grande do Sul, 78% dos campos foram recolhidos, também aquém dos 92% registrados há um ano.

Em 2026, o Brasil deve ter safra recorde de grãos (cerca de 356 milhões de toneladas), porém a renda do agro deve cair. O Valor Bruto da Produção (VBP) está estimado em aproximadamente R$ 1,38 trilhão, ante R$ 1,44 trilhão em 2025, mesmo com o setor tendo crescido 13% em 2025.

A primeira safra de feijão no Brasil avança, atingindo 73,5% da área cultivada, com grande variação regional. No MATOPIBA, o início de abril trouxe efeitos climáticos distintos: no Piauí, as chuvas recentes aliviam lavouras atrasadas e mantêm o potencial, mas o centro-norte registra queda de produtividade estimada em 31,2% (SISDAGRO); a diminuição prevista de chuvas no sul do estado facilita o avanço da colheita.

O ritmo de colheita do milho ainda fica abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando 87% da área já estava plantada.