
Os principais contratos agrícolas iniciaram a sessão desta quinta-feira com valorização para milho e trigo, enquanto a soja registrou variações discretas no mercado futuro.
Os preços futuros de milho e trigo abriram a sessão desta quinta-feira (19/3) em alta na Bolsa de Chicago, refletindo um movimento positivo entre os grãos mais negociados no mercado internacional. Já a soja apresentou comportamento mais contido, com os contratos mais líquidos oscilando próximos da estabilidade nas cotações.
A movimentação em Chicago é acompanhada de perto por produtores, cooperativas e empresas da cadeia de alimentos, já que os preços futuros funcionam como referência para decisões de compra e venda, estratégias de comercialização e gestão de risco. Em um cenário de ajustes diários, pequenas variações podem influenciar custos de produção, formação de preços e planejamento de oferta.
No mercado futuro, o milho registrou valorização nos principais vencimentos. O contrato para maio de 2026 foi cotado a US$ 4,65 por bushel, com alta de 0,54%. Já o vencimento de julho era negociado a US$ 4,77 por bushel.
Destaque: A alta do milho na abertura reforça o viés positivo do cereal no início do pregão, com ganhos mais evidentes no contrato de maio.
O trigo seguiu a mesma direção do milho e também iniciou o dia em terreno positivo. O contrato para maio de 2026 subiu 0,33%, sendo cotado a US$ 6,06 por bushel. Para julho, o cereal era negociado a US$ 6,16 por bushel, com alta de 0,08%.
A leitura do mercado, nesta abertura, indica uma sessão em que os cereais demonstram maior fôlego de alta, ainda que em percentuais moderados. Para agentes do setor, a atenção se mantém sobre o comportamento dos vencimentos mais próximos e sobre a consistência do movimento ao longo do dia.
Diferentemente de milho e trigo, a soja apresentou variações discretas. O contrato do grão para maio de 2026 era cotado a US$ 11,63 por bushel, com leve alta de 0,06%. Já os lotes para julho eram negociados a US$ 11,76 por bushel, com 0,02% de valorização.
O comportamento mais estável da soja sugere um mercado em busca de direção, com ajustes marginais nos preços no início do pregão. Em dias de oscilação contida, o foco costuma recair sobre a consolidação de tendências e sobre a diferença de comportamento entre vencimentos, principalmente quando a movimentação dos demais grãos mostra maior intensidade.
Produto Vencimento Cotação (US$ / bushel) Variação Milho Maio/2026 4,65 +0,54% Milho Julho 4,77 — Trigo Maio/2026 6,06 +0,33% Trigo Julho 6,16 +0,08% Soja Maio/2026 11,63 +0,06% Soja Julho 11,76 +0,02%
Observação: Quando não há variação informada, a cotação é apresentada conforme o dado disponível na abertura do pregão.
A combinação de alta no milho e valorização do trigo com uma soja mais estável sinaliza um início de sessão com forças distintas entre os complexos agrícolas. Para o mercado, isso pode significar uma busca por equilíbrio entre fundamentos e posicionamento, com os cereais mostrando maior impulso na abertura e a soja mantendo uma postura de cautela.
Milho: avanço mais expressivo no contrato de maio, reforçando o tom positivo do dia.
Trigo: ganhos moderados, acompanhando o movimento do milho.
Soja: variações pequenas, com preços próximos da estabilidade.

O dólar caiu 0,10% frente ao real, cotado a R$ 5,1721. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,70%, aos 168.619 pontos. Fonte: g1, 10/6/26.

Resumo: Em 9 de junho de 2026, o mercado mundial de café apresentou flutuações mistas. O Robusta na bolsa de Londres reverteu a tendência, com os contratos de julho e setembro de 2026 subindo para US$ 3.333/ton (+0,51%) e US$ 3.260/ton (+0,84%), respectivamente. O Arábica na NYSE/ICE caiu, com o contrato de julho de 2026 em 245,9 centavos de dólar por libra (-0,24%) e o de setembro em 241,65 centavos de dólar por libra (-0,19%). No Brasil, a bolsa local registrou movimentos opostos: julho de 2026 a 305,3 centavos/lb (-8,75), e setembro de 2026 a 296,95 centavos/lb (+4,65). Segundo a Reuters, o Arábica permanece no menor nível em 19 meses, enquanto o Robusta recupera após uma queda na semana anterior, com a colheita brasileira pressionando os preços. A desvalorização do real frente ao dólar também ajudou a ampliar a oferta, incentivando vendas para exportação. No Vietnã, as exportações dos primeiros quatro meses de 2026 chegaram a cerca de 791.090 toneladas, +9,4% em volume, mas o valor caiu 10,5% para US$ 3,7 bilhões, refletindo a fraqueza de preços globais. Enquanto isso, a demanda na Indonésia cresce à medida que cafeicultores aguardam uma colheita abundante em julho, em meio a estoques limitados no Vietnã. Fonte: Reuters e dados de mercados.

As cotações globais de café seguem em queda, com Arábica atingindo o menor nível em 19 meses e Robusta o mais baixo em 7 semanas, impulsionadas por contratos futuros mornos no curto prazo. Na bolsa de Londres, Robusta julho/2026 caiu para US$ 3.352 por tonelada (-0,56%), e setembro/2026 para US$ 3.270/t (-0,24%). Na NY, Arábica julho/2026 caiu para 247,15 cents por libra (-2,35%), e setembro/2026 para 242,4 cents (-2,10%).

Resumo: Em 4 de junho, os preços da soja recuaram: a soja (incluindo o variant seeds) caiu cerca de 2,1% para US$ 415/tonelada e a soja seca recuou 2,21% para US$ 345,8/t; o óleo de soja teve a maior pressão, com queda de 3% para US$ 1.682/t. O índice MXV de produtos agrícolas fechou em 1.423 pontos. A queda é atribuída à liquidação de posições compradas por fundos de investimento. Além disso, a queda foi ampliada pela fraqueza do petróleo, que pressionou o setor de biocombustíveis e o óleo de soja.

O ouro operou em queda nesta terça-feira, negociado em torno de 4.698,41 dólares por onça, pressionado pela escalada dos preços da energia e pelos conflitos no Médio Oriente. O metal segue mais como indicador de risco macroeconómico do que refúgio seguro, oscilando entre petróleo, inflação, o dólar e as expectativas sobre a política monetária da Fed. As declarações de Donald Trump sobre o Irã — chamando a contraproposta de “um pedaço de lixo” e afirmando que o acordo está em “suporte de vida” — aumentam a incerteza. O mercado projeta, contudo, a possibilidade de aperto da Fed até o fim do ano, com a probabilidade de uma subida de 25 pontos-base ainda na mesa. Economistas esperam que a inflação norte-americana de Abril tenha acelerado de 3,3% para 3,7%.