
O Paraná registrou em 2025 o maior volume de exportação de milho de sua história, com embarques que ultrapassaram 5,36 milhões de toneladas. O desempenho representa alta de 163% em relação ao período anterior e levou a receita a superar R$ 6 bilhões (cerca de US$ 1,15 bilhão), reforçando o protagonismo do estado no agronegócio brasileiro.
Segundo o balanço do setor, o Paraná ocupa a posição de segundo maior produtor nacional de milho. Apesar da força da produção, a maior parte do cereal é direcionada ao consumo interno, enquanto o comércio externo absorve principalmente o excedente gerado após a colheita.
O avanço das exportações foi sustentado por uma supersafra em 2025. A soma da primeira e da segunda safra ultrapassou 20,6 milhões de toneladas, criando condições para que o estado ampliasse os embarques ao exterior sem comprometer o abastecimento doméstico.
No destino das vendas, o Irã liderou as compras do milho paranaense, respondendo por 51% do volume exportado. O dado evidencia a relevância de mercados específicos para a comercialização do cereal e aumenta a importância de monitorar fatores externos que possam interferir no fluxo comercial.
Embora o resultado de 2025 seja expressivo, o setor exportador avalia mudanças para o próximo ciclo. O conflito no Oriente Médio foi apontado como um fator de risco, com potencial para gerar gargalos logísticos e comerciais. Na prática, o cenário pode dificultar o fluxo de embarques no curto prazo, exigindo maior planejamento de rotas, prazos e estratégias de escoamento.
Ponto de atenção: riscos logísticos e comerciais tendem a impactar o ritmo de exportações quando envolvem instabilidade geopolítica, especialmente em cadeias com destinos concentrados.
Além do milho, o Paraná acompanha o andamento de outras cadeias relevantes. A colheita de arroz avança no estado em ritmo regular, com produtores retirando as lavouras conforme as condições de campo. A expectativa é de uma produção de 147 mil toneladas, e aproximadamente metade do volume já foi colhida.
Caso se confirme, o resultado pode representar um avanço de cerca de 10% em comparação com a safra anterior, quando o estado colheu 134 mil toneladas. Um fator que favorece o trabalho no campo é a aproximação do outono, período em que diminui o risco de chuvas intensas.
A redução na probabilidade de precipitações fortes também tende a diminuir a chance de novas enchentes no Rio Ivaí, situação que trouxe problemas nas duas safras anteriores e afetou áreas produtoras.
No cenário brasileiro, a oferta de arroz tende a cair. A projeção aponta uma produção de 10,9 milhões de toneladas, abaixo do ciclo anterior, que alcançou 12,8 milhões. Mesmo com uma perspectiva de menor disponibilidade, os preços ao produtor permanecem pressionados.
Em fevereiro, a média do arroz no mercado ao produtor ficou em R$ 63,07 por saca, valor 46% inferior aos R$ 117,54 registrados no mesmo mês do ano anterior. A combinação entre dinâmica de oferta, demanda e formação de estoques segue no centro das discussões do setor.
No segmento de frutas, a produção de pera também chama atenção. O cultivo ocupa uma área de 996 hectares no Brasil, com produção de 14,5 mil toneladas, conforme dados do IBGE referentes a 2024. O valor bruto da produção é estimado em R$ 60,9 milhões.
A colheita nacional está concentrada em Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e São Paulo. Entre os municípios, Caxias do Sul se destaca, respondendo por 28,1% da produção brasileira.
O Paraná é o terceiro maior produtor do país. Em 2024, o estado registrou 130 hectares de área e produção de 2,1 mil toneladas, com valor bruto de R$ 11,1 milhões. A produção paranaense é fortemente concentrada na região metropolitana de Curitiba, responsável por 70% do total estadual.
Dentro desse recorte, o município de Araucária lidera o cultivo. A concentração geográfica reforça a importância de iniciativas de manejo, logística e comercialização adaptadas às condições regionais.
No mercado atacadista da Ceasa de Curitiba, os preços mostram variação relevante conforme tipo e procedência. A pera comum nacional registrou preço médio de R$ 70 por caixa de 20 quilos. Já a variedade Yari alcançou R$ 140 por caixa, enquanto a pera importada da Argentina foi cotada em R$ 180 por caixa de 18 quilos.
A diferença reflete fatores como qualidade percebida, disponibilidade, padrão de embalagem e custos associados à importação. Para produtores e compradores, o cenário reforça a importância de acompanhar o mercado e ajustar estratégias de venda e compra conforme a sazonalidade.
Tema Indicador Resultado Milho (exportação) Volume embarcado em 2025 Mais de 5,36 milhões de toneladas Milho (exportação) Variação anual Alta de 163% Milho (exportação) Receita Acima de R$ 6 bilhões (cerca de US$ 1,15 bilhão) Milho (produção) Safra total (1ª + 2ª) em 2025 Mais de 20,6 milhões de toneladas Milho (destino) Principal comprador Irã (51% do volume) Arroz (Paraná) Estimativa de produção 147 mil toneladas Arroz (Brasil) Projeção nacional 10,9 milhões de toneladas (antes: 12,8 milhões) Arroz (preço) Média em fevereiro R$ 63,07 por saca (46% abaixo do ano anterior) Pera (Brasil) Produção nacional (2024) 14,5 mil toneladas Pera (Paraná) Produção estadual (2024) 2,1 mil toneladas
Milho: manutenção do interesse externo, com atenção redobrada a riscos geopolíticos e à logística.
Arroz: colheita evolui e outono reduz risco climático, enquanto o mercado acompanha a pressão sobre os preços.
Pera: produção concentrada e preços no atacado refletem diferenças de variedade e origem do produto.
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O dólar caiu 0,10% frente ao real, cotado a R$ 5,1721. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,70%, aos 168.619 pontos. Fonte: g1, 10/6/26.

Resumo: Em 9 de junho de 2026, o mercado mundial de café apresentou flutuações mistas. O Robusta na bolsa de Londres reverteu a tendência, com os contratos de julho e setembro de 2026 subindo para US$ 3.333/ton (+0,51%) e US$ 3.260/ton (+0,84%), respectivamente. O Arábica na NYSE/ICE caiu, com o contrato de julho de 2026 em 245,9 centavos de dólar por libra (-0,24%) e o de setembro em 241,65 centavos de dólar por libra (-0,19%). No Brasil, a bolsa local registrou movimentos opostos: julho de 2026 a 305,3 centavos/lb (-8,75), e setembro de 2026 a 296,95 centavos/lb (+4,65). Segundo a Reuters, o Arábica permanece no menor nível em 19 meses, enquanto o Robusta recupera após uma queda na semana anterior, com a colheita brasileira pressionando os preços. A desvalorização do real frente ao dólar também ajudou a ampliar a oferta, incentivando vendas para exportação. No Vietnã, as exportações dos primeiros quatro meses de 2026 chegaram a cerca de 791.090 toneladas, +9,4% em volume, mas o valor caiu 10,5% para US$ 3,7 bilhões, refletindo a fraqueza de preços globais. Enquanto isso, a demanda na Indonésia cresce à medida que cafeicultores aguardam uma colheita abundante em julho, em meio a estoques limitados no Vietnã. Fonte: Reuters e dados de mercados.

As cotações globais de café seguem em queda, com Arábica atingindo o menor nível em 19 meses e Robusta o mais baixo em 7 semanas, impulsionadas por contratos futuros mornos no curto prazo. Na bolsa de Londres, Robusta julho/2026 caiu para US$ 3.352 por tonelada (-0,56%), e setembro/2026 para US$ 3.270/t (-0,24%). Na NY, Arábica julho/2026 caiu para 247,15 cents por libra (-2,35%), e setembro/2026 para 242,4 cents (-2,10%).

Resumo: Em 4 de junho, os preços da soja recuaram: a soja (incluindo o variant seeds) caiu cerca de 2,1% para US$ 415/tonelada e a soja seca recuou 2,21% para US$ 345,8/t; o óleo de soja teve a maior pressão, com queda de 3% para US$ 1.682/t. O índice MXV de produtos agrícolas fechou em 1.423 pontos. A queda é atribuída à liquidação de posições compradas por fundos de investimento. Além disso, a queda foi ampliada pela fraqueza do petróleo, que pressionou o setor de biocombustíveis e o óleo de soja.

O ouro operou em queda nesta terça-feira, negociado em torno de 4.698,41 dólares por onça, pressionado pela escalada dos preços da energia e pelos conflitos no Médio Oriente. O metal segue mais como indicador de risco macroeconómico do que refúgio seguro, oscilando entre petróleo, inflação, o dólar e as expectativas sobre a política monetária da Fed. As declarações de Donald Trump sobre o Irã — chamando a contraproposta de “um pedaço de lixo” e afirmando que o acordo está em “suporte de vida” — aumentam a incerteza. O mercado projeta, contudo, a possibilidade de aperto da Fed até o fim do ano, com a probabilidade de uma subida de 25 pontos-base ainda na mesa. Economistas esperam que a inflação norte-americana de Abril tenha acelerado de 3,3% para 3,7%.