
Petróleo Brent supera US$ 90 e avança com tensão geopolítica no Oriente Médio
O Brent operou acima de US$ 90 por barril em 31 de agosto de 2026, com alta de 6% no começo da manhã. As apurações divergiram sobre preço e variação por volta das 11h. As ações da Petrobras subiram mais de 3%.
O petróleo Brent operava acima de US$ 90 por barril nesta segunda-feira (31), em uma sessão marcada pela forte valorização da commodity e pela escalada das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. As cotações oscilaram ao longo da manhã, com diferentes apurações registrando preços e percentuais de alta distintos.
Por volta das 7h15, o barril do Brent chegou a US$ 91,52, equivalente a cerca de R$ 475,54, segundo a Folha de S.Paulo. Às 8h45, o avanço chegava a aproximadamente 6%, com a cotação em US$ 91,24, conforme o Money Times.
O movimento ganhou força após notícias relacionadas a um ataque dos Estados Unidos ao Irã, aumentando as preocupações do mercado sobre os impactos do conflito sobre a oferta global de petróleo e a segurança das rotas de transporte da commodity.
Brent mantém alta durante o dia
As cotações apresentaram diferenças entre as plataformas de acompanhamento ao longo da manhã. Por volta das 11h, o Money Times apontava alta de 5,64%, com o contrato mais negociado a US$ 91 por barril. Já o Investidor10 registrava avanço próximo de 3%, com o Brent negociado na faixa de US$ 90.
No mesmo horário, o petróleo WTI, referência no mercado norte-americano, subia 3,17%, cotado a US$ 86,03 por barril.
Às 12h15, o Brent era negociado a US$ 90,27, ou aproximadamente R$ 469,04, com valorização de 4,82%, segundo a Folha de S.Paulo. O WTI avançava 2,19%, a US$ 85,23, equivalente a cerca de R$ 442,86.
Petrobras acompanha disparada
A alta do petróleo também repercutiu no mercado acionário brasileiro. As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) avançavam mais de 3% durante o pregão da B3, próximas dos R$ 45.
A valorização dos papéis foi associada à disparada dos preços do petróleo no mercado internacional. Com o movimento, o valor de mercado da companhia alcançou aproximadamente R$ 615 bilhões na sessão.
Acordo com a Venezuela também está no radar
Outro fator relacionado ao mercado de petróleo foi o acordo anunciado entre Estados Unidos e Venezuela. Em 28 de agosto, o presidente Donald Trump afirmou que o entendimento prevê a extração de 65 bilhões de barris nos próximos 15 anos.
A dirigente venezuelana Delcy Rodríguez, por sua vez, afirmou que o acordo terá duração de 25 anos e poderá elevar a produção de petróleo do país para 1,5 milhão de barris por dia.
Para o mercado, a combinação entre possíveis mudanças na oferta venezuelana e o aumento das tensões no Oriente Médio mantém o petróleo sob forte atenção, diante dos potenciais impactos sobre preços, inflação e custos de energia e transporte.




