
A nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental, em vigor a partir de fevereiro, tem gerado preocupações significativas entre especialistas em meio ambiente e setores da sociedade civil. A legislação recente, que desobriga o licenciamento para atividades de pecuária e agricultura em determinadas situações, pode agravar a devastação de áreas ecológicas sensíveis, especialmente na região amazônica.
A lei elimina a necessidade de licenciamento para atividades como a pecuária extensiva e cultivos agrícolas, mesmo em áreas que não contam com o Cadastro Ambiental Rural (CAR) homologado. Antes da nova legislação, empreendimentos de grande porte, especialmente aqueles situados em zonas sensíveis, eram obrigados a realizar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima). Com estas mudanças, há preocupações de que ocupantes irregulares possam utilizar o CAR como forma de justificar a expansão de gado e soja, o que dificulta a fiscalização imediata nesses locais.
O estado do Amazonas, notório por abrigar um grande número de Unidades de Conservação, tem mais de 11 mil registros de CAR em áreas protegidas ainda não homologadas. De acordo com o ICMBio, a nova legislação representa um “grave retrocesso”, uma vez que enfraquece o monitoramento e controle dos impactos em corredores ecológicos vitais, promovendo incertezas jurídicas e ameaças para a biodiversidade local.
Pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e especialistas consultados por veículos de comunicação alertam que a expansão descontrolada em cidades como Apuí, Humaitá e Lábrea pode gerar o chamado “efeito de borda”, que resulta na floresta se tornando mais seca e quente. Esse fenômeno de fragmentação do dossel florestal, causado por novas pastagens, coloca espécies como o macaco-aranha-de-cara-preta em risco iminente de extinção local.
A nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental tem gerado intensos debates e preocupações, especialmente no que tange ao potencial aumento do desmatamento ilegal na Amazônia. A flexibilização dos critérios de licenciamento para atividades agropecuárias levanta sérios questionamentos sobre o futuro da conservação ambiental no Brasil, destacando a necessidade de um equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a preservação dos ecossistemas.

Passagem de frente fria e formação de ciclone trarão chuvas intensas ao Sul e Sudeste do Brasil a partir de 29 de setembro, segundo o Inmet. A previsão é de tempestades, vento, raios e granizo, com chuvas superando 100 mm em algumas áreas. Na sexta-feira, 30, o ciclone intensifica as chuvas no Sudeste, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais. No sábado, 31, chuvas persistentes seguem entre o Triângulo Mineiro e o Rio de Janeiro, com risco de volumes elevados. O ciclone pode manter a umidade alta até a próxima semana, levando a um padrão típico de verão.

A Queijaria Faz o Bem, localizada em Piumhi (MG), combina agroecologia e pecuária regenerativa na produção de Queijo Canastra, preservando 44% de sua área com mata nativa e empregando um sistema regenerativo que integra pastagens, agroflorestas e bem-estar animal. Fundada por Vinícius Soares, a propriedade é um modelo de sustentabilidade, não utilizando agrotóxicos e aproveitando subprodutos como o soro de queijo na alimentação suína. O Sebrae apoiou o desenvolvimento da identidade de marca e da Indicação de Procedência do Queijo Canastra. A Faz o Bem foi premiada em competições nacionais e internacionais por sua excelência, e busca ser um exemplo inspirador de produção regenerativa. Paralelamente, a Reforma Tributária impacta o agronegócio brasileiro, introduzindo o IBS e CBS como novos modelos de taxa e promovendo a adoção de um CNPJ alfanumérico para produtores rurais, visando simplificação e inclusão fiscal.

Nos últimos anos, entre 2012 e 2025, o Brasil contabilizou 1.205 pedidos nacionais de patentes verdes, com o Nordeste contribuindo apenas com 12% desse total, ficando atrás do Sudeste e do Sul. O relatório do INPI, divulgado em janeiro, mostra que o país é o segundo maior em pedidos de tecnologias agrícolas verdes no mundo, principalmente em biofertilizantes e defensivos sustentáveis. As patentes de origem estrangeira também seguem essa tendência. A estrutura de pesquisa nacional é majoritariamente pública, destacando a participação da Embrapa e das universidades federais, especialmente no Sudeste. No entanto, o Nordeste apresenta inovação concentrada em poucos polos estaduais, com a maior parte dos pedidos não chegando a se tornar patentes protegidas. A falta de colaborações inter-regionais e a predominância de atores públicos limitam a conversão da pesquisa em produtos comercializáveis. Essas dinâmicas são discutidas no relatório completo do INPI disponível online.

A nova diretoria da FAET, liderada pelo presidente reeleito Paulo Carneiro, realizou sua primeira reunião do mandato para estabelecer pautas estratégicas para o agronegócio do Tocantins até 2026. Os assuntos em foco incluem REDD+, crédito de carbono, proposta de Zoneamento Ecológico-Econômico e rastreabilidade bovina. A diretoria pretende fortalecer exposições agropecuárias e feiras rurais como ambientes de negócios. O encontro também abordou a parceria com o governo estadual e o investimento em capacitação técnica dos sindicatos rurais para ampliar a realização de eventos no estado.

O episódio do 'Turista Profissional', conduzido por Carlos Alberto da Silva, conhecido como Carlão da Publique, oferece uma experiência imersiva no Zion National Park, em Utah, EUA. Disponível no YouTube, o programa destaca as impressionantes formações de cânions esculpidas pelo Virgin River ao longo de milhões de anos. Durante a visita, são exploradas áreas icônicas do parque, além de informações sobre a estrutura disponível para os visitantes, enfatizando a importância do planejamento para quem deseja explorar a região.