
À beira do Ribeirão Araras, um afluente do Rio São Francisco, uma pequena propriedade rural em Piumhi, MG, está inovando na produção do Queijo Canastra, um dos mais tradicionais do Brasil.
A Queijaria Faz o Bem, fundada em 2021 pelo engenheiro agrônomo Vinícius Soares, se destacou no cenário nacional ao integrar agroecologia, pecuária regenerativa e valorização territorial. Esta abordagem comprova que é possível aliar produção de qualidade à regeneração ambiental.
Em 25 hectares de terra, a propriedade preserva 44% de sua área com mata nativa. O restante é dedicado a um sistema de manejo regenerativo que combina pastagens, agroflorestas e bem-estar animal. "A proposta é melhorar o ambiente para as futuras gerações", enfatiza Vinícius.
Natural de Piumhi, Vinícius se formou em Agronomia pela Universidade Federal de Viçosa e trabalhou em grandes empresas antes de retornar às suas raízes durante a pandemia. "É gratificante estar perto da família e ver o que construímos", comenta o produtor, cujo objetivo é integrar produção e conservação ambiental com foco em princípios de agroecologia e economia circular.
Os queijos produzidos são elaborados com leite cru e fermento natural, tornando-se produtos zero lactose devido ao processo natural de maturação. Carregando o Selo Queijo Artesanal, a queijaria está autorizada a comercializar em todo o Brasil.
A prática agroecológica da fazenda dispensa agrotóxicos e medicamentos químicos, regenerando solo, água e biodiversidade. Um exemplo notável é o uso de soro de queijo, visto antes como resíduo, agora transformado em complemento alimentar para suínos crioulos Piau.
“O soro deixa de ser um passivo ambiental e passa a fazer parte do sistema produtivo”, explica Vinícius.
Outro destaque é o sistema silvipastoril intensivo, que integra árvores, pastagens e gado. Em 3,4 hectares rotacionados, cerca de 800 árvores e arbustos nativos da Serra da Canastra foram plantados.
“Daqui a cinco ou dez anos, poderemos dizer que produzimos queijo debaixo de uma floresta”, comenta Vinícius.
Com o apoio do Sebrae Minas, a queijaria desenvolveu sua identidade de marca e contribuiu para a estruturação da Indicação de Procedência do Queijo Canastra, colaborando no projeto Rotas da Canastra, que associa turismo rural, café, queijo e cachoeiras.
“Esse suporte é essencial para colocar nossos produtos no mercado e fortalecer a tradição do Queijo Minas Artesanal”, diz Vinícius.
Entre 2023 e 2025, a Queijaria Faz o Bem se tornou a primeira produtora de Queijo Canastra orgânico certificada da região, embora tenha encerrado a certificação por questões técnicas. No entanto, a fazenda continua a seguir práticas agroecológicas e regenerativas.
A qualidade do queijo produzido já recebeu reconhecimento nos âmbitos nacional e internacional. Em 2022, a fazenda conquistou medalhas no Mundial do Queijo do Brasil. Em 2025, conquistou o segundo lugar na categoria Queijos de Casca Florida Natural no 18º Concurso de Queijos Artesanais de Minas Gerais.
“Foi como passar no vestibular. Tivemos certeza de que estávamos no caminho certo”, celebra Vinícius.
O foco principal da Queijaria Faz o Bem não é simplesmente aumentar a produção, mas inspirar novos agricultores a adotarem práticas agroecológicas rentáveis. "Queremos ser reconhecidos por desafiar modelos convencionais e gerar um impacto ambiental positivo", afirma Vinícius, sonhando em tornar a fazenda uma referência para produtores, estudantes e pesquisadores.

Passagem de frente fria e formação de ciclone trarão chuvas intensas ao Sul e Sudeste do Brasil a partir de 29 de setembro, segundo o Inmet. A previsão é de tempestades, vento, raios e granizo, com chuvas superando 100 mm em algumas áreas. Na sexta-feira, 30, o ciclone intensifica as chuvas no Sudeste, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais. No sábado, 31, chuvas persistentes seguem entre o Triângulo Mineiro e o Rio de Janeiro, com risco de volumes elevados. O ciclone pode manter a umidade alta até a próxima semana, levando a um padrão típico de verão.

Nos últimos anos, entre 2012 e 2025, o Brasil contabilizou 1.205 pedidos nacionais de patentes verdes, com o Nordeste contribuindo apenas com 12% desse total, ficando atrás do Sudeste e do Sul. O relatório do INPI, divulgado em janeiro, mostra que o país é o segundo maior em pedidos de tecnologias agrícolas verdes no mundo, principalmente em biofertilizantes e defensivos sustentáveis. As patentes de origem estrangeira também seguem essa tendência. A estrutura de pesquisa nacional é majoritariamente pública, destacando a participação da Embrapa e das universidades federais, especialmente no Sudeste. No entanto, o Nordeste apresenta inovação concentrada em poucos polos estaduais, com a maior parte dos pedidos não chegando a se tornar patentes protegidas. A falta de colaborações inter-regionais e a predominância de atores públicos limitam a conversão da pesquisa em produtos comercializáveis. Essas dinâmicas são discutidas no relatório completo do INPI disponível online.

A nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental, que entrará em vigor em fevereiro, isenta a pecuária e a agricultura do licenciamento, mesmo em terras sem o Cadastro Ambiental Rural (CAR) homologado, alarmando especialistas sobre possíveis impactos devastadores no Amazonas. A modificação da lei, com a liberação de atividades sem análise prévia, enfraquece a fiscalização e aumenta o risco de desmatamento ilegal, afetando unidades de conservação e a biodiversidade, como o macaco-aranha-de-cara-preta. A nova regulamentação também reduz o poder do ICMBio em monitorar impactos, gerando insegurança jurídica e ameaçando o clima local.

A nova diretoria da FAET, liderada pelo presidente reeleito Paulo Carneiro, realizou sua primeira reunião do mandato para estabelecer pautas estratégicas para o agronegócio do Tocantins até 2026. Os assuntos em foco incluem REDD+, crédito de carbono, proposta de Zoneamento Ecológico-Econômico e rastreabilidade bovina. A diretoria pretende fortalecer exposições agropecuárias e feiras rurais como ambientes de negócios. O encontro também abordou a parceria com o governo estadual e o investimento em capacitação técnica dos sindicatos rurais para ampliar a realização de eventos no estado.

O episódio do 'Turista Profissional', conduzido por Carlos Alberto da Silva, conhecido como Carlão da Publique, oferece uma experiência imersiva no Zion National Park, em Utah, EUA. Disponível no YouTube, o programa destaca as impressionantes formações de cânions esculpidas pelo Virgin River ao longo de milhões de anos. Durante a visita, são exploradas áreas icônicas do parque, além de informações sobre a estrutura disponível para os visitantes, enfatizando a importância do planejamento para quem deseja explorar a região.