
Boi Gordo bate recorde histórico de R$ 353,15/arroba em fevereiro, Cepea/Esalq
Resumo: O Cepea/Esalq do boi gordo fechou fevereiro em R$ 353,15 por arroba, o maior valor nominal da série histórica (iniciada em 1994), com alta mensal de 8,03%. A Scot Consultoria aponta sustentação do mercado pela oferta controlada e escalas curtas, embora o volume de negócios tenha ficado menor no fim de semana, com frigoríficos exportadores entre os compradores mais ativos. Em São Paulo, as cotações permaneceram estáveis em R$ 350,00 por arroba para pagamento a prazo. No mês, as altas foram de 7,4% para o boi gordo, 7,6% para a vaca gorda e 6,3% para a novilha, enquanto o índice “boi China” subiu 7,6%.
Preços do boi gordo fecham fevereiro em recorde histórico e mantêm mercado firme
O mercado pecuário brasileiro encerrou o mês de fevereiro com valores recordes para o boi gordo, refletindo um cenário de oferta restrita e escalas de abate curtas, fatores que sustentaram as cotações ao longo das últimas semanas.
No fechamento da sexta-feira, o Indicador Cepea/Esalq do boi gordo atingiu R$ 353,15 por arroba, estabelecendo o maior valor nominal de toda a série histórica, iniciada em 1994. O indicador é calculado com base em negociações realizadas no Estado de São Paulo e, no acumulado do mês, registrou alta de 8,03%, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Oferta controlada e escalas curtas sustentam as cotações
De acordo com análises de mercado, a sustentação dos preços esteve diretamente ligada à oferta controlada de animais e à dificuldade de alongamento das escalas, o que manteve o ambiente de negociação com viés firme. Apesar disso, o ritmo de negócios na sexta-feira foi mais contido, um comportamento considerado típico do encerramento de semana.
Ainda conforme a leitura do mercado, a ponta compradora não elevou as ofertas em relação ao dia anterior, e os compradores mais presentes foram frigoríficos com maior atuação no mercado exportador, influenciando a dinâmica das compras.
São Paulo mantém referência para o boi gordo
Em São Paulo, as referências permaneceram estáveis na comparação diária. O preço do boi gordo seguiu em R$ 350 por arroba para pagamento a prazo, segundo apurações do setor. A manutenção desse patamar reforça a leitura de que a oferta limitada continua a ser um componente decisivo na formação de preços.
Resumo do cenário: a combinação de disponibilidade reduzida e escala curta sustenta as cotações, mesmo com menor volume de negócios no fim da semana.
Fevereiro acumula altas para boi, vaca, novilha e “boi China”
Com o encerramento do último dia útil do mês, o desempenho acumulado em fevereiro também foi positivo para outras categorias. As altas reforçam a tendência de firmeza no segmento pecuário e mostram um movimento disseminado entre diferentes perfis de animais.
Boi gordo: alta de 7,4% no mês
Vaca gorda: alta de 7,6% no mês
Novilha: alta de 6,3% no mês
“Boi China”: alta de 7,6% no mês
Os dados indicam que, além do recorde observado no indicador de referência, o mês foi marcado por valorização consistente em categorias estratégicas do mercado. A movimentação do “boi China”, por exemplo, acompanhou o ritmo de altas, em um contexto em que frigoríficos exportadores tiveram maior protagonismo nas compras.
Principais números do mês
Indicador / Categoria Resultado Referência Indicador Cepea/Esalq (boi gordo) R$ 353,15 por arroba (recorde nominal) Negócios em SP Alta acumulada (Cepea/Esalq) 8,03% em fevereiro Mensal Preço em SP (boi gordo) R$ 350 por arroba Pagamento a prazo
O que o recorde sinaliza para o mercado pecuário
O recorde no indicador de preços reforça a percepção de um mercado que segue operando com restrição de oferta, o que reduz a margem de recuo nas cotações no curto prazo. Ao mesmo tempo, o comportamento mais seletivo da compra no fim de semana sugere que a formação de preço pode continuar sensível ao volume de animais disponíveis e à capacidade dos frigoríficos de alongarem escalas.
Para produtores e agentes da cadeia, a valorização observada em fevereiro consolida um período de cotações firmes, com impacto direto sobre decisões de comercialização e planejamento de oferta. O desempenho do mês também reforça a importância dos indicadores como ferramenta de acompanhamento das tendências do setor.




