
Os preços do etanol apresentaram nova queda no mercado paulista, segundo dados do Indicador Semanal do Etanol calculado pelo Cepea/Esalq/USP. Na semana analisada, o etanol hidratado registrou recuo de 3,33%, enquanto o etanol anidro caiu 3,84% nas usinas do Estado de São Paulo.
O levantamento, amplamente acompanhado por agentes do setor de combustíveis e do agronegócio, funciona como uma referência para a formação de preços no mercado nacional, já que São Paulo concentra parte relevante da produção e comercialização de etanol no Brasil.
Embora ambos sejam derivados da cana-de-açúcar, os dois tipos de etanol têm usos distintos no dia a dia e no abastecimento. A variação de preços, portanto, interessa a diferentes elos da cadeia.
Etanol hidratado: utilizado diretamente como combustível em veículos flex e movidos a etanol.
Etanol anidro: usado na mistura obrigatória à gasolina, compondo parte do combustível vendido nos postos.
Com a redução semanal observada pelo indicador, o movimento pode influenciar negociações entre usinas, distribuidoras e demais participantes do mercado. Ainda que o estudo se concentre nos preços praticados nas usinas paulistas, ele é frequentemente usado como termômetro para tendências do setor em outras regiões.
De acordo com o Cepea, a retração foi verificada na comparação semanal dos valores praticados pelas usinas. O indicador é construído a partir de informações de mercado e tem como objetivo refletir as condições efetivas de negociação no período.
Produto Variação semanal nas usinas de SP Referência Etanol hidratado -3,33% Indicador Semanal do Etanol (Cepea/Esalq/USP) Etanol anidro -3,84% Indicador Semanal do Etanol (Cepea/Esalq/USP)
A oscilação de preços do etanol costuma repercutir em decisões de compra de distribuidoras e, em alguns momentos, pode se refletir gradualmente no varejo. Para o consumidor, sobretudo quem utiliza etanol hidratado no abastecimento, quedas no preço nas usinas podem indicar uma tendência de alívio nos custos do combustível, embora o repasse dependa de fatores como logística, impostos, margens e dinâmica regional de distribuição.
No caso do etanol anidro, a variação tem relação direta com o custo da gasolina, já que o biocombustível é parte do produto final comercializado. Por isso, mudanças no valor do anidro são acompanhadas de perto por agentes do setor energético.
O Indicador Semanal do Etanol do Cepea/Esalq/USP é uma das referências utilizadas para avaliar o comportamento do mercado de biocombustíveis. Ao consolidar informações de negociações e condições de mercado, o indicador ajuda a:
Orientar negociações entre usinas e distribuidoras.
Monitorar tendências de preços no principal polo produtor do país.
Dar transparência ao mercado, com referência regular e comparável ao longo do tempo.
Dados divulgados na semana de 27/02/2026.
Resumo: O etanol hidratado caiu 3,33% e o etanol anidro recuou 3,84% na semana, segundo o Indicador Semanal do Etanol do Cepea/Esalq/USP, com base nos preços praticados pelas usinas do Estado de São Paulo.

A queda de geração nas usinas tipo 3, que incluem cogeração movida a biomassa de cana-de-açúcar, é preocupante, mas não há solução à vista, segundo Alexandre Leite, sócio da área de energia do Dias Carneiro Advogados. Para a cogeração, não há previsão de reembolso pela energia não vendida, apenas para as renováveis; segundo Leite, a solução exigiria mudanças legislativas. As distribuidoras afirmam que apenas seguem ordens do ONS, enquanto a Abradee diz que os prejuízos causados pela interrupção decorrentes dessas determinações não caracterizam falta de prestação do serviço. O texto evidencia um impasse regulatório entre o marco regulatório, as decisões operatorias e as expectativas do setor elétrico.

Em 10 de junho, durante a Semana do Meio Ambiente, o governo de São Paulo anunciou a construção da primeira usina brasileira de captura e armazenamento de carbono gerado pela produção de etanol de cana-de-açúcar. A iniciativa, orçada em cerca de R$ 30 milhões, envolve a FAPESP, a USP (Poli), a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Semil), a Petrobras e o escritório Rolim Goulart Cardoso Advogados, e resultou na criação do Centro de Tecnologias para Captura e Armazenamento de Carbono Biogênico (CTCCSBio), um Centro de Ciência para o Desenvolvimento (CCD) sediado na Poli-USP. O CTCCSBio terá como missão...

Resumo A Raízen avançou no processo de recuperação extrajudicial (RE) ao obter adesão de 75,45% dos créditos ao seu plano, o que permite protocolar a maior RE da história do Brasil. Mesmo com esse progresso, permanecem dúvidas sobre a estrutura da operação, especialmente a metodologia para a conversão de...

Resumo: A Raízen, joint venture de Cosan e Shell, negocia uma renegociação de dívida total de R$ 75,35 bilhões, com R$ 65,4 bilhões incluídos no processo de recuperação extrajudicial. Uma das propostas prevê converter 45% da dívida reestruturada em ações a R$ 0,25 por papel (valor cerca de 40% abaixo do fechamento anterior), com os 55% restantes estruturados como novas dívidas distribuídas entre Raízen Combustíveis e Raízen Energia, com maturidade entre 2032 e 2035. A reação do mercado foi negativa: as ações caíram quase 19% no dia, cotadas a R$ 0,34, após o anúncio da proposta de valorização da dívida em ações.

As fusões e aquisições nos segmentos de fertilizantes e açúcar/etanol caíram pela metade em 2025, totalizando apenas seis operações no ano, segundo levantamento exclusivo da KPMG para o Valor. Em fertilizantes, foram cinco transações em 2025, frente a nove em 2024; nas usinas de açúcar e etanol, o número caiu de três em 2024 para apenas uma em 2025. O recorte da consultoria evidencia um recuo significativo no ritmo de M&A nesses setores.