
Relatório avalia impacto do choque energético, destaca correção recente e sugere potencial para compras táticas em países exportadores de commodities.
A escalada do conflito no Oriente Médio aumentou a tensão nos mercados globais e desencadeou uma rodada de aversão ao risco, com queda relevante em ativos de economias emergentes. Ainda assim, um relatório do Goldman Sachs indica que a turbulência pode criar oportunidades seletivas — e o Brasil aparece entre os países com maior potencial para se beneficiar, especialmente por sua ligação com o ciclo de commodities e sua exposição a setores como petróleo e mineração.
Segundo os estrategistas do banco, a alta do preço do petróleo e o aumento do risco geopolítico levaram investidores a reduzir posições em mercados emergentes, movimento que pressionou índices e moedas. O índice MSCI Emerging Markets recuou cerca de 9% na última semana, refletindo o desmonte de posições em países mais vulneráveis ao choque energético ou que tinham acumulado forte valorização recentemente.
Apesar do estresse no curto prazo, o banco avalia que o impacto efetivo da crise sobre os fundamentos corporativos tende a ser limitado caso as interrupções no mercado de energia não se prolonguem. Na visão do Goldman Sachs, uma disrupção de curta duração reduziria o dano agregado sobre lucros, preservando o cenário central para resultados das empresas emergentes.
“Se a disrupção for de curta duração, vemos impacto agregado limitado nos lucros.”
O relatório mantém a projeção de crescimento de 25% nos lucros das empresas do MSCI Emerging Markets em 2026, sinalizando que, no cenário-base, a correção recente pode estar mais ligada a posicionamento e sentimento do que a uma deterioração estrutural.
Na leitura do banco, parte do recuo nas bolsas emergentes decorre de um ajuste técnico de carteiras, em vez de uma revisão profunda dos fundamentos econômicos. Com isso, a queda pode abrir espaço para compras táticas, principalmente se o risco geopolítico não se intensificar.
O Goldman Sachs destaca que países com desempenho forte no último ano acabaram sofrendo vendas mais pesadas no movimento recente. Entre os exemplos citados estão Brasil, Coreia do Sul e África do Sul.
Em destaque: o relatório menciona Brasil e África do Sul como mercados que podem se beneficiar da reprecificação recente, por serem mais ligados ao ciclo de commodities.
O relatório também aponta que países exportadores de energia, desde que não estejam diretamente inseridos na área do conflito, podem ter desempenho superior no curto prazo. A lógica é que o choque de preços do petróleo tende a melhorar termos de troca e a perspectiva de receita para produtores em regiões como América Latina e Ásia, que podem capturar ganhos sem sofrer de forma direta os efeitos imediatos da guerra.
Em paralelo, o banco alerta que determinados segmentos no Oriente Médio — como infraestrutura e turismo — podem enfrentar pressão adicional caso haja interrupções físicas nas cadeias logísticas da região.
Alta da energia elevando custos e pressionando inflação global;
Aversão ao risco reduzindo exposição a ativos emergentes;
Reprecificação de juros em mercados onde havia expectativa de cortes;
Volatilidade cambial com efeito direto sobre moedas mais sensíveis ao apetite global por risco.
Embora o relatório traga uma leitura relativamente construtiva para parte dos emergentes, a avaliação é de que o cenário global segue sensível à evolução do conflito. A alta do preço da energia pode reacender preocupações com inflação e provocar ajustes nas curvas de juros, dificultando o ambiente para países onde investidores estavam posicionados para uma queda mais rápida das taxas.
No câmbio, a turbulência se traduziu em desvalorização de moedas emergentes. O Goldman Sachs cita entre as mais pressionadas o real brasileiro, o peso chileno e o rand sul-africano, considerados ativos mais reativos ao humor global e ao fluxo para risco.
Fator Efeito observado Onde tende a bater mais Choque no petróleo Pressão sobre energia e custos globais Importadores líquidos de energia Aversão ao risco Venda de ativos emergentes e correção de bolsas Países com forte alta recente Volatilidade cambial Desvalorização de moedas sensíveis a risco Real, peso chileno e rand
A análise histórica do Goldman Sachs indica que episódios de alta abrupta do petróleo combinada com risco geopolítico costumam resultar em quedas moderadas no índice de mercados emergentes, frequentemente com duração limitada. Em eventos anteriores, a desvalorização do conjunto de emergentes ao longo dos meses seguintes foi relativamente pequena, ainda que marcada por picos de volatilidade.
Nesse contexto, os estrategistas defendem que a correção atual pode representar uma oportunidade de investimento seletiva, sobretudo em países exportadores de commodities — perfil no qual o Brasil se encaixa de forma relevante.
Para o Brasil, o relatório reforça que a composição setorial da bolsa — com peso de empresas ligadas a petróleo, mineração e outros recursos naturais — tende a amplificar a sensibilidade ao ciclo de commodities. Assim, uma combinação de preços elevados de energia com eventual estabilização do risco geopolítico pode renovar o interesse de investidores globais.
Ao mesmo tempo, o banco sinaliza que o cenário permanece dependente do desenrolar do conflito e do comportamento do petróleo. A leitura central é que a volatilidade deve persistir no curto prazo, mas, se o choque for temporário, parte do movimento recente pode se revelar mais como ajuste de mercado do que como mudança estrutural de tendência.

Resumo: A Bahia está promovendo uma articulação intersetorial para ampliar a citricultura, reunindo a Seagri, a Bahiainveste e as secretarias de Desenvolvimento Rural (SDR) e de Desenvolvimento Econômico (SDE) para debater diagnóstico técnico, abertura de novos mercados para a laranja e atração de investimentos privados. O objetivo é avançar na implantação de agroindústrias na região e fortalecer a cadeia citrícola por meio de cooperações com os territórios do Litoral Norte e do Recôncavo Baiano.

Produção de cervejas sem glúten disparou de 71 milhões de litros em 2024 para 367,9 milhões em 2025, um crescimento de 417,68%. - Disponibilidade de produtos: 44.212 cervejas registradas e 56.170 marcas cadastradas. - Panorama regional: São Paulo lidera com 452 cervejarias; a região Sudeste responde por 47,2% do total. - Comércio exterior: as exportações atingiram US$ 218,3 milhões em 2025, alta de 6,9% ante 2024, enquanto o volume exportado caiu 5,1%, apontando maior valor agregado aos produtos. - Transformação do setor: apesar do ritmo de abertura de novas cervejarias ter desacelerado, o Brasil expandiu a presença no mercado internacional, registrando o maior valor de exportações já observado.

Produtores brasileiros de alho enfrentam a concorrência de importações baratas, principalmente da China e da Argentina, que pressionam o mercado interno. Segundo a Associação Nacional dos Produtores de Alho (Anapa), as entradas de alho importado chegam abaixo do custo de produção nacional, agravando os prejuízos. Em resposta, os produtores vão pedir ao governo medidas para conter as importações. Como consequência, prevê-se uma queda de 21% na área plantada neste ano, atingindo 11 mil hectares.

A trajetória da cachaça de Paraty, nascida nos alambiques históricos que marcam o Caminho do Ouro da Estrada Real. Do período colonial, em que a bebida circulava como moeda, à resistência contemporânea, a produção local preserva saberes de fermentação e destilação moldados por um território onde serra encontra o mar.

Resumo: A Safra da Tainha de Florianópolis será marcada por ações culturais, religiosas e educativas que antecedem a abertura oficial, prevista para o dia 1° de maio. As atividades começam no domingo (26), com missa às 7h30 no Rancho Getúlio Manoel Inácio, no Campeche; na quinta-feira (30) ocorrem ações educativas para crianças, com material audiovisual e roda de conversa sobre os 200 anos da Igreja São Sebastião; na sexta-feira (1°) ocorre a abertura oficial com café comunitário. Ainda no mesmo dia, na Praia do Moçambique, o Rancho Parelha Atobá oferece celebrações, apresentações e café da tarde. A Safra deve se estender até o final de julho, com cotas de pesca por modalidade; a Rota da Tainha em Florianópolis abrange 26 praias, onde banheiros químicos serão instalados, iluminação reforçada e restrições a esportes aquáticos em áreas próximas aos ranchos. O subsecretário de pesca, Gabi Floripa, ressalta que a Safra envolve planejamento, respeito à natureza e organização comunitária. Em 2025, Florianópolis teve 51 embarcações licenciadas de emalhe, 500–600 pescadores e produção de cerca de 400 toneladas, com impacto econômico próximo de R$ 4 milhões; mais de 1 mil pessoas participaram do arrasto de praia entre 57 ranchos.