
"Impacto do Acordo UE-Mercosul: Crescimento na Agricultura Argentina e Aumento das Exportações em 2035"
O Acordo de Associação entre a União Europeia e o Mercosul propõe uma redução gradual das tarifas de exportação, com potencial impacto significativo na agricultura argentina. O acordo, que estabelece limites diferenciados para produtos agrícolas, prevê um crescimento em áreas cultivadas, produção, industrialização e exportações ao longo do tempo. As previsões incluem um aumento na área e na produção de culturas importantes como soja e milho até a campanha 2034/35. O processamento industrial, especialmente da soja, é estimulado por tarifas mais baixas, resultando em maior valor agregado e dinamismo no setor agroexportador. As exportações totais podem chegar a 125,8 milhões de toneladas, gerando 39.752 milhões de dólares em 2035. Contudo, para um crescimento sustentável e aumento das receitas em divisas, o relatório sugere a necessidade de uma maior redução fiscal e melhorias logísticas.
Acordo UE-Mercosul: Impactos na Agricultura Argentina
A redução gradual das tarifas de exportação desponta como um dos pilares centrais do Acordo de Associação entre a União Europeia e o Mercosul, levantando questões significativas sobre sua influência na agricultura argentina. A Bolsa de Valores de Rosário (BCR) trouxe à tona uma análise detalhada para elucidar o efeito desse esquema na plantação, produção, industrialização e exportação a longo prazo.
Limitações e Potencialidades para a Agricultura
De acordo com o texto do acordo, três anos após a sua efetivação, os países signatários não poderão reter direitos de exportação, com exceção de commodities como a soja. Um tratamento diferenciado é previsto para a produção agrícola: a partir do quinto ano, o limite máximo de tarifas se estabelece em 18%, sendo gradualmente reduzido para 14% no décimo ano. Há também previsão para usos temporários de deduções em situações excepcionais, como desequilíbrios econômicos ou desvalorizações monetárias abruptas.
Quatro Influências Principais
- Expansão na Área Plantada: Com tarifas menores, espera-se um aumento na área de plantio, notadamente em soja e milho. Projetado pela BCR, a área destinada às principais culturas poderá alcançar 41,46 milhões de hectares na campanha 2034/35.
- Produção Amplificada: A taxa de plantio elevada poderá resultar em uma produção total de 184,2 milhões de toneladas em 2034/35, adicionando 10,2 milhões de toneladas ao cenário base nas principais culturas.
- Aumento no Processamento de Soja: O impacto se estende à indústria, com um maior volume de soja a ser processado, totalizando 47,1 milhões de toneladas até 2034/35.
- Incremento das Exportações: As exportações dos principais complexos agrícolas poderão atingir 125,8 milhões de toneladas em 2034/35, com um valor projetado de 39.752 milhões de dólares, destacando um aumento significativo nas receitas em divisas da Argentina.
Conclusões e Perspectivas
O BCR conclui que, enquanto o limite máximo para tarifas de exportação em produtos de soja é promissor, uma trajetória sustentável de crescimento requer uma redução mais ampla da carga fiscal. Um cenário de exploração zero para todas as cadeias agrícolas, combinado com melhorias logísticas, pode elevar a produção total de grãos para 202 milhões de toneladas até 2034/35, sinalizando um futuro otimista para a economia agrícola argentina.




