
O mercado global de matérias-primas encerrou o pregão de 26 de fevereiro com sinais mistos: o índice MXV recuou após uma sequência de altas, enquanto o óleo de soja avançou e atingiu o maior nível em mais de três anos, sustentado principalmente pela demanda ligada a biocombustíveis.
Ao final da sessão, o MXV reverteu a tendência de curto prazo e caiu mais de 0,7%, para 2.583 pontos. Com isso, o indicador encerrou oficialmente uma sequência de quatro pregões consecutivos de alta, refletindo a volatilidade recente dos preços internacionais das commodities.
A movimentação do índice ocorreu em meio a forças opostas entre grupos de produtos, com destaque para oleaginosas e metais, que apresentaram desempenhos diferentes ao longo do dia.
Na bolsa de Chicago, a CBOT, o contrato futuro de soja para maio teve leve baixa, de 0,1%, encerrando a US$ 427,5 por tonelada. Em contrapartida, o óleo de soja para o mesmo vencimento subiu 1,8%, fechando a US$ 1.361,5 por tonelada — o maior valor em mais de três anos.
A principal explicação, segundo a leitura de mercado, está na intensificação da demanda por biocombustíveis. O endurecimento de normas de mistura elevou a necessidade de compra do insumo, ao exigir que refinarias compensem ao menos 50% do volume que antes era isento.
Esse ajuste regulatório desencadeou um movimento típico de mercados com posições especulativas relevantes: compras para cobertura de posições vendidas no óleo de soja. Na prática, agentes que apostavam na queda dos preços precisaram recomprar contratos para encerrar exposição, o que amplificou a alta e reforçou o sentimento ao longo de toda a cadeia de valor da soja.
Destaque: a alta do óleo de soja foi sustentada por regras mais rígidas de mistura para biocombustíveis, que impulsionaram a demanda e aceleraram a cobertura de vendidos.
Apesar do avanço expressivo do óleo, a recuperação da própria soja foi limitada. O mercado reagiu a dados de exportação dos Estados Unidos considerados pouco animadores, o que manteve a cautela e restringiu ganhos no grão.
Ativo Vencimento Fechamento Variação Soja (CBOT) Maio US$ 427,5 por tonelada Queda de 0,1% Óleo de soja (CBOT) Maio US$ 1.361,5 por tonelada Alta de 1,8% Índice MXV Sessão de 26/02 2.583 pontos Queda de mais de 0,7%
Nota: os movimentos reforçam como alterações regulatórias e expectativas de demanda podem deslocar preços em diferentes elos da mesma cadeia, com impactos diretos sobre custos industriais e estratégias de hedging.
No grupo de metais, o pregão foi marcado por pressão vendedora: oito em cada dez commodities do segmento encerraram em baixa. Ainda assim, o minério de ferro contrariou o movimento e registrou alta de quase 0,2%, chegando a US$ 98,37 por tonelada.
Com o resultado, o minério acumulou o quarto dia consecutivo de ganhos e atingiu a maior cotação em duas semanas. A leitura predominante é de que o mercado passou a precificar uma possível melhora na demanda por aço na China, em um contexto de expectativa por estímulos e maior execução de investimentos.
Entre os fatores observados, investidores acompanham a possibilidade de a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma ampliar desembolsos voltados a projetos de renovação urbana. Caso se confirme, a medida tende a reforçar o consumo de aço em obras e, por consequência, sustentar a demanda por minério.
Biocombustíveis: regras mais rígidas de mistura elevaram a demanda por óleo de soja.
Mercado futuro: cobertura de posições vendidas intensificou a alta do óleo.
Exportações dos EUA: números fracos limitaram reação da soja.
China: expectativa de estímulos e obras urbanas melhora perspectiva para aço e minério.
Mesmo com oscilações e incertezas nas commodities globais ao longo do último mês, os preços do aço para construção civil no mercado interno permaneceram estáveis após três reajustes consecutivos de alta desde o início do ano.
A estabilidade recente é atribuída ao retorno da demanda real, impulsionada pelo avanço de projetos essenciais de infraestrutura, obras públicas e sinais de recuperação do setor imobiliário. Esse conjunto de fatores tem ajudado a equilibrar oferta e consumo, reduzindo a necessidade de ajustes imediatos nos preços.
Nas observações da manhã de 27 de fevereiro, os preços das bobinas de aço CB240 e das barras de aço nervuradas D10 CB300 eram negociados em torno de 14,26 milhões de VND por tonelada.
Para empresas da construção e compradores industriais, a combinação de minério de ferro em alta com preços domésticos estabilizados reforça a atenção para o curto prazo: mudanças no ritmo de obras, novos estímulos e condições de crédito podem alterar rapidamente a trajetória do mercado.
Em perspectiva: o avanço do óleo de soja evidencia como políticas de energia e biocombustíveis podem reprecificar cadeias agrícolas em pouco tempo, enquanto o minério de ferro reage às expectativas de demanda chinesa. Já o aço segue monitorando o pulso de obras e do setor imobiliário.
Com a volatilidade nos mercados internacionais, analistas apontam que decisões regulatórias, fluxos de exportação e sinais de estímulos econômicos devem continuar como os principais vetores de preço para oleaginosas e metais nas próximas sessões.

O dólar caiu 0,10% frente ao real, cotado a R$ 5,1721. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,70%, aos 168.619 pontos. Fonte: g1, 10/6/26.

Resumo: Em 9 de junho de 2026, o mercado mundial de café apresentou flutuações mistas. O Robusta na bolsa de Londres reverteu a tendência, com os contratos de julho e setembro de 2026 subindo para US$ 3.333/ton (+0,51%) e US$ 3.260/ton (+0,84%), respectivamente. O Arábica na NYSE/ICE caiu, com o contrato de julho de 2026 em 245,9 centavos de dólar por libra (-0,24%) e o de setembro em 241,65 centavos de dólar por libra (-0,19%). No Brasil, a bolsa local registrou movimentos opostos: julho de 2026 a 305,3 centavos/lb (-8,75), e setembro de 2026 a 296,95 centavos/lb (+4,65). Segundo a Reuters, o Arábica permanece no menor nível em 19 meses, enquanto o Robusta recupera após uma queda na semana anterior, com a colheita brasileira pressionando os preços. A desvalorização do real frente ao dólar também ajudou a ampliar a oferta, incentivando vendas para exportação. No Vietnã, as exportações dos primeiros quatro meses de 2026 chegaram a cerca de 791.090 toneladas, +9,4% em volume, mas o valor caiu 10,5% para US$ 3,7 bilhões, refletindo a fraqueza de preços globais. Enquanto isso, a demanda na Indonésia cresce à medida que cafeicultores aguardam uma colheita abundante em julho, em meio a estoques limitados no Vietnã. Fonte: Reuters e dados de mercados.

As cotações globais de café seguem em queda, com Arábica atingindo o menor nível em 19 meses e Robusta o mais baixo em 7 semanas, impulsionadas por contratos futuros mornos no curto prazo. Na bolsa de Londres, Robusta julho/2026 caiu para US$ 3.352 por tonelada (-0,56%), e setembro/2026 para US$ 3.270/t (-0,24%). Na NY, Arábica julho/2026 caiu para 247,15 cents por libra (-2,35%), e setembro/2026 para 242,4 cents (-2,10%).

Resumo: Em 4 de junho, os preços da soja recuaram: a soja (incluindo o variant seeds) caiu cerca de 2,1% para US$ 415/tonelada e a soja seca recuou 2,21% para US$ 345,8/t; o óleo de soja teve a maior pressão, com queda de 3% para US$ 1.682/t. O índice MXV de produtos agrícolas fechou em 1.423 pontos. A queda é atribuída à liquidação de posições compradas por fundos de investimento. Além disso, a queda foi ampliada pela fraqueza do petróleo, que pressionou o setor de biocombustíveis e o óleo de soja.

O ouro operou em queda nesta terça-feira, negociado em torno de 4.698,41 dólares por onça, pressionado pela escalada dos preços da energia e pelos conflitos no Médio Oriente. O metal segue mais como indicador de risco macroeconómico do que refúgio seguro, oscilando entre petróleo, inflação, o dólar e as expectativas sobre a política monetária da Fed. As declarações de Donald Trump sobre o Irã — chamando a contraproposta de “um pedaço de lixo” e afirmando que o acordo está em “suporte de vida” — aumentam a incerteza. O mercado projeta, contudo, a possibilidade de aperto da Fed até o fim do ano, com a probabilidade de uma subida de 25 pontos-base ainda na mesa. Economistas esperam que a inflação norte-americana de Abril tenha acelerado de 3,3% para 3,7%.