
Ribeirão Preto (SP) recebe, em 26 de março de 2026, o 14º Encontro Cana Substantivo Feminino, evento que reúne profissionais e empresas ligadas à cadeia da cana-de-açúcar e ao setor bioenergético, com foco em liderança feminina, inovação e valorização do trabalho das mulheres em áreas técnicas e produtivas.
O encontro acontece no Centro de Cana do Instituto Agronômico (IAC), fortalecendo a agenda de debates sobre diversidade, qualificação profissional e sustentabilidade em um segmento considerado estratégico para a economia e para a transição energética no Brasil.
Entre as apoiadoras do evento está a CCLN, empresa localizada em Cordeirópolis (SP) e inserida no setor bioenergético, com atuação voltada à produção de mudas de cana-de-açúcar por meio da tecnologia de mudas pré-brotadas (MPB). A técnica tem sido adotada no campo como alternativa para elevar o desempenho inicial do canavial e reforçar padrões de qualidade na formação de lavouras.
A CCLN surgiu no contexto de uma transição produtiva — da citricultura para a cana-de-açúcar — com a proposta de inovar e oferecer mudas com alto padrão e melhor desempenho. Desde a sua origem, a empresa afirma acompanhar tendências do setor, com investimentos em tecnologia e em práticas associadas à sustentabilidade, buscando contribuir para o desenvolvimento do agronegócio.
Destaque: mais de 90% da equipe da CCLN é composta por mulheres, sobretudo na área de produção.
Um dos diferenciais apontados pela empresa é a presença feminina predominante em áreas operacionais e de controle, com atuação em tarefas consideradas decisivas para o resultado final. As profissionais executam funções como preparo e seleção das mudas, controle de qualidade e gestão de processos, etapas que influenciam diretamente a uniformidade e a performance do material produzido.
Na avaliação da empresa, a atenção aos detalhes e a disciplina na rotina de produção refletem na padronização das mudas, reforçando a importância de equipes qualificadas e bem treinadas para atender às exigências do mercado.
O apoio ao 14º Cana Substantivo Feminino é apresentado como parte de uma visão mais ampla de incentivo à participação feminina no setor bioenergético e de valorização do trabalho das mulheres em atividades técnicas, produtivas e de gestão. A iniciativa também dialoga com movimentos de mercado voltados à diversidade e à formação de ambientes profissionais mais inclusivos.
Ao promover encontros temáticos e dar visibilidade a trajetórias e equipes, o evento busca reforçar que a presença de mulheres no agronegócio e na bioenergia não se limita à representação simbólica, mas está associada a resultados, inovação e melhoria contínua de processos.
| Item | Informação |
|---|---|
| Evento | 14º Encontro Cana Substantivo Feminino |
| Data | 26 de março de 2026 |
| Local | Centro de Cana do IAC, Ribeirão Preto (SP) |
Global Saúde acompanha temas ligados à inovação, qualidade de vida no trabalho e inclusão em setores estratégicos da economia, como o agronegócio e a bioenergia, por seu impacto social e no desenvolvimento regional.

Resumo: A Abramilho acompanha com apreensão a guerra entre EUA, Israel e Irã, destacando o Irã como principal parceiro comercial do Brasil nas exportações de milho. Entre 2020 e 2025, o Irã absorveu 9,08 milhões de toneladas de milho brasileiro, cerca de 20% das exportações brasileiras no último ano, com aproximadamente 80% do milho importado pelo Irã vindo do Brasil. O Irã também exporta ureia (184,7 mil toneladas no último ano), mas suas vendas diretas ao Brasil são limitadas por sanções; em 2025 o Brasil importou cerca de US$ 84 milhões em produtos iranianos. Há suspeitas de Triangulação de Carga para driblar restrições. No Brasil, a demanda interna supera a produção neste período, com a primeira safra em torno de 26 milhões de toneladas e o consumo no primeiro semestre chegando a cerca de 50 milhões de toneladas, com as exportações de milho previstas para se intensificarem a partir da segunda colheita. A entidade alerta que a escalada do conflito pode influenciar o cenário futuro, mas, enquanto não houver ataques que comprometam portos por razões humanitárias, o abastecimento interno de milho não deverá ser prejudicado.

Resumo: O fechamento do Estreito de Ormuz pode impactar o agronegócio de Minas Gerais ao elevar o custo do petróleo, combustíveis e fretes, pressionando a logística e o custo de produção. A crise tende a valorizar o dólar, o que, por um lado, pode favorecer exportações para o mercado árabe, mas, por outro, encarece fertilizantes, defensivos e máquinas importadas. O setor de fertilizantes, dependente de insumos importados, fica particularmente vulnerável à volatilidade de preços. A Faemg/Senar recomenda reforçar a gestão de risco, planejar compras de insumos com antecedência, usar instrumentos de proteção de preços e manter o fluxo de caixa sob controle, além de cobrar ações diplomáticas para reduzir impactos. Apesar dos riscos, há potencial de maior receita em reais com as exportações, desde que custos permaneçam sob controle.

Sumário: O PIB do setor agropecuário brasileiro cresceu 29,1% desde 2020, com 2025 registrando alta de 11,7% impulsionada por safras recordes na agricultura e pela recuperação da pecuária. Em 2024/25 houve safra de soja de 166 milhões de toneladas e milho de 142 milhões em 2025; para 2026, a projeção aponta queda do milho para 134 milhões e do arroz para 11,5 milhões (-2,2%), comrecados esperados para algodão, trigo e sorgo, enquanto a soja pode alcançar recorde de 173 milhões. A laranja atingiu 15,7 milhões de toneladas (+28,4%), o arroz 12,7 milhões (+19,4%) e o algodão 9,9 milhões (+11,4%). A cana-de-açúcar permanece estável. A produção de carne totalizou 33 milhões de toneladas em 2025, com a bovina dominando as exportações mundiais; no entanto, 2026 tende a trazer maior volatilidade e possível redução de oferta, influenciada pela demanda chinesa e por riscos geopolíticos, como a guerra no Irã. Café (+6%), cacau e batata também devem sustentar o PIB do setor.

Resumo: A agricultura regenerativa pode transformar uma propriedade de emissora de carbono para capturadora, armazenando carbono no solo na forma de matéria orgânica, com o solo como o segundo maior reservatório do planeta. O modelo aumenta biodiversidade, recupera ecossistemas e reduz custos a médio e longo prazo ao diminuir a dependência de insumos. Além disso, favorece a vida microbiana do solo e polinizadores, com sistemas integrados como ILPF e o uso de bioinsumos contribuindo para reduzir emissões de óxido nitroso e metano. Economicamente, pode gerar até US$ 1,4 trilhão em oportunidades e criar 62 milhões de empregos no mundo; no Brasil, tende a alinhar conservação ambiental e competitividade, ampliando acesso a mercados e financiamento verde por meio de rastreabilidade. A estabilidade de custos vem da menor dependência de insumos importados e do maior uso de processos biológicos. Embora associada à orgânica, a regenerativa foca em resultados ecológicos (sequestro de carbono, biodiversidade, melhoria do solo) em vez de proibições de insumos. Em transições, podem ocorrer insumos sintéticos pontuais, desde que avaliados por indicadores ambientais. Para iniciar, é essencial um diagnóstico detalhado do solo, identificação de problemas e medidas como bioinsumos, diversificação de culturas, rotação de plantios e plantio direto, com apoio de extensão rural e troca entre produtores já atuantes.

Resumo: A indústria brasileira de máquinas e equipamentos desacelerou em janeiro, com a receita líquida de vendas caindo 17% ante janeiro de 2025, para R$ 17,28 bilhões. No mercado interno, a receita recuou 19% (R$ 12,8 bilhões) e o consumo aparente caiu 21,5% (R$ 26,5 bilhões). As exportações chegaram a US$ 838,2 milhões, alta de 3,1% YoY, mas queda de 41,4% em relação a dezembro. As importações somaram US$ 2,48 bilhões, -10,3% YoY. O nível de utilização da capacidade instalada ficou em 78,6% (alta de 0,6 ponto percentual MoM e 4% frente a janeiro de 2025). O backlog de pedidos ficou em 9 semanas. A Abimaq projeta crescimento de 3,5% na produção e aproximadamente 4% na receita líquida do setor neste ano, sustentados principalmente pelo mercado doméstico, com expansão da demanda próxima de 5,6%, impulsionada por projetos de infraestrutura e investimentos continuados em atividades extrativistas. Em máquinas agrícolas, as vendas devem cair cerca de 5% em 2026; em janeiro, a receita com venda de máquinas e implementos caiu 15,6% YoY, para R$ 3,6 bilhões.