
Gripe Aviária: novo foco em granja comercial em Bolívar, Buenos Aires; Senasa impõe perímetro de 3 km e vigilância de 7 km
O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) confirmou um novo foco de gripe aviária em uma granja comercial de Bolívar, na província de Buenos Aires, o segundo em menos de um mês após o surto em Ranchos. Em resposta, o Senasa ativou o plano de contingência com isolamento de perímetro de 3 km e zona de vigilância de 7 km, com ações de contenção, biossegurança, restrição de movimentação, monitoramento e rastreamento epidemiológico para identificar outras unidades de produção e possíveis contaminações.
Argentina confirma novo foco de gripe aviária em granja comercial na província de Buenos Aires
O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) confirmou no sábado um novo foco de gripe aviária em granja comercial no país. O caso foi identificado em um estabelecimento localizado em Bolívar, na província de Buenos Aires, reforçando o estado de alerta sanitário para a avicultura argentina.
Este é o segundo registro recente da doença em unidade de produção comercial notificado pelo órgão sanitário em menos de um mês. No fim de fevereiro, o Senasa havia detectado a presença do vírus em uma granja no município de Ranchos, também em Buenos Aires. A recorrência de notificações em curto intervalo aumenta a preocupação com a disseminação do vírus e com os impactos sobre a cadeia produtiva.
Medidas de contenção e resposta imediata
Em comunicado, o Senasa informou que, após a confirmação do novo foco, ativou as medidas previstas no plano de contingência para influenza aviária. Entre as ações iniciais está o isolamento do perímetro ao redor do surto, com a definição de áreas específicas para conter a circulação do patógeno.
Principais áreas delimitadas: isolamento em um raio de 3 km ao redor do foco e criação de zona de vigilância de 7 km no entorno.
Dentro desses limites, as equipes técnicas devem intensificar operações de contenção, biossegurança, restrição de movimentação, monitoramento e rastreamento epidemiológico. O objetivo é verificar outras unidades de produção na área, identificar eventuais vias de transmissão e reduzir o risco de novos focos.
O que acontece dentro das zonas de controle
A delimitação de zonas é uma prática comum em emergências sanitárias envolvendo doenças de alta transmissibilidade em animais. No caso da gripe aviária, a definição de áreas de isolamento e vigilância permite priorizar inspeções, orientar medidas de biossegurança e controlar a circulação de aves e materiais que possam atuar como vetores.
Zona de isolamento (3 km): foco em bloqueio imediato, controle rigoroso e ações intensivas no entorno.
Zona de vigilância (7 km): monitoramento ampliado, rastreamento e checagem de possíveis conexões epidemiológicas.
Resumo do novo foco e do histórico recente
Evento Local Situação Novo foco confirmado Bolívar (Buenos Aires) Plano de contingência acionado e áreas delimitadas Foco anterior Ranchos (Buenos Aires) Detectado no fim de fevereiro
Risco para o setor e importância da vigilância
A confirmação de focos de influenza aviária em granjas comerciais costuma acionar protocolos rígidos por causa do potencial de prejuízos sanitários e econômicos. A presença do vírus em unidades produtivas pode exigir medidas como restrições de trânsito, reforço de barreiras sanitárias e auditorias de biossegurança, além de afetar o planejamento operacional de empresas e produtores na região.
Segundo o Senasa, as ações de campo têm como prioridade conter o surto detectado e verificar possíveis contaminações em outras unidades de produção próximas. O rastreamento epidemiológico, nesse contexto, é essencial para identificar rotas de introdução do vírus e reduzir o risco de propagação.
O que produtores e unidades próximas devem reforçar
Embora as autoridades concentrem esforços nas zonas delimitadas, o momento exige atenção redobrada à biossegurança. Entre os pontos mais sensíveis estão o controle de acesso, a higienização de equipamentos e veículos e a redução de fatores que aumentem o contato com fontes de risco.
Controle de entrada e circulação interna para evitar a introdução de agentes infecciosos.
Rotinas de limpeza e desinfecção em áreas de manejo, equipamentos e transporte.
Monitoramento de sinais clínicos e reporte rápido de alterações incomuns.
Gestão de movimentação de animais e insumos, conforme orientações sanitárias.
Destaque: A atuação em contenção, monitoramento e rastreamento epidemiológico é o eixo central da resposta ao novo foco confirmado em Bolívar.
Próximos passos
Com a ativação do plano de contingência, a expectativa é de que as equipes ampliem as inspeções nas áreas sob controle e reforcem a vigilância para detectar rapidamente qualquer evidência adicional de circulação viral. A evolução do caso dependerá dos resultados das ações de monitoramento e do acompanhamento das unidades produtivas dentro das zonas definidas.
Notícia baseada em informações divulgadas por autoridade sanitária argentina e repercutidas pela imprensa no início de março de 2026.




