
Um caminhão carregado com toras de eucalipto foi flagrado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) transportando 15 toneladas acima do peso permitido durante uma fiscalização realizada na manhã de quinta-feira (05), na BR-277, nas proximidades do posto da corporação.
Segundo a PRF, o veículo seguia de Quarto Centenário com destino a Cascavel quando foi abordado pelos policiais rodoviários federais para verificação de documentação e condições de tráfego. Na inspeção, os agentes constataram que o caminhão, com capacidade máxima de 29 toneladas, estava transportando 44 toneladas, caracterizando excesso significativo de peso.
Além da irregularidade no transporte, a equipe identificou que o motorista, de 34 anos, conduzia o veículo com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa. A situação se agravou após consulta aos sistemas, que apontou que o mesmo condutor já havia sido autuado pela mesma infração em dezembro do ano passado, o que caracteriza reincidência.
Alerta da PRF: o excesso de peso compromete a estabilidade do caminhão, aumenta a distância de frenagem e acelera o desgaste do pavimento, reduzindo a vida útil das rodovias.
Diante das irregularidades constatadas, o caminhão foi retido para regularização. Para que o veículo pudesse seguir viagem dentro dos limites estabelecidos pela legislação, a PRF determinou o transbordo da carga excedente, procedimento utilizado para adequar o peso às normas de segurança e circulação.
Ao todo, foram registradas 11 autuações relacionadas às infrações verificadas durante a abordagem. A PRF não informou, no momento da ocorrência, detalhes adicionais sobre as penalidades aplicadas além das medidas administrativas previstas.
A PRF reforçou que o transporte de carga acima do limite representa um risco direto à segurança viária. Caminhões com excesso de peso podem apresentar instabilidade em curvas e manobras, além de demandarem maior distância para frenagem, aumentando a probabilidade de colisões em situações de emergência.
Outro impacto é estrutural: o tráfego constante de veículos com carga além do permitido acelera o desgaste do asfalto, contribuindo para o surgimento de deformações e danos que afetam a qualidade da via e a segurança de todos os usuários.
Item verificado Informação apurada Local da fiscalização BR-277, nas proximidades do posto da PRF Carga Toras de eucalipto Capacidade máxima do caminhão 29 toneladas Peso transportado 44 toneladas Excesso identificado 15 toneladas Situação do condutor CNH suspensa e reincidência Medida adotada Retenção e transbordo do excedente Total de autuações 11
A fiscalização de excesso de peso em caminhões é uma das estratégias usadas para reduzir acidentes e preservar a infraestrutura viária. A PRF destaca que o cumprimento das regras de transporte é essencial para diminuir riscos em rodovias com alto fluxo de veículos de carga, como a BR-277, importante corredor logístico da região.
Segurança: caminhões dentro do limite têm melhor resposta em frenagens e manobras.
Infraestrutura: menos desgaste do asfalto e menor incidência de danos no pavimento.
Responsabilidade: cumprimento da legislação evita autuações e interrupções na viagem.
A PRF orienta motoristas e transportadoras a manterem a documentação regular e a respeitarem os limites de carga, contribuindo para um trânsito mais seguro e para a conservação das rodovias.

Resumo: o consumo de caprinos e ovinos no Irã caiu, elevando a demanda por aves e, consequentemente, as importações de milho. com a moeda local em queda, as compras devem cair, tornando as importações mais caras. a lacuna de demanda iraniana pode ser preenchida pela china, que já foi a maior fornecedora do milho brasileiro, mas isso dependerá do preço e dos estoques. um analista destaca que o Irã foi a salvação das exportações brasileiras em 2025 e, sem ele, não seriam atingidas 40 milhões de toneladas escoadas; outro afirma que a china é carta fora do baralho no momento, após ter abastecido seus estoques e prever reduzir compras por três anos. há ainda a visão de que não há outro comprador com o mesmo potencial de absorção no curto prazo. por fim, parte do milho que deixar de ir ao Irã pode ficar no mercado interno para atender à indústria de etanol de milho.

Resumo: Brasil e Espanha avançam na cooperação em irrigação, gestão sustentável da água e desenvolvimento regional, por meio do Memorando de Entendimentos assinado entre o MIDR e o Ministério da Agricultura espanhol em 2025. O secretário nacional de Segurança Hídrica do MIDR, Giuseppe Vieira, lidera uma delegação com representantes da ANA para intercâmbio de conhecimentos, visitas técnicas a áreas irrigadas e centros de pesquisa na Andaluzia, visando aprender boas práticas, entender marcos regulatórios e fortalecer capacidades institucionais. A missão incluiu visitas ao perímetro irrigado Genil-Cabra, à Comunidade de Irrigantes de Santaella, ao CENTA e à Universidade de Córdoba, com foco em soluções como reutilização de água e uso de gêmeos digitais na agricultura. O objetivo é compartilhar práticas brasileiras, atrair cooperação e investimentos, além de discutir políticas públicas de gestão da água e planejamento hidrológico; a missão será concluída com reunião no Ministério da Agricultura da Espanha.

A guerra no Oriente Médio aumenta a incerteza nas rotas logísticas e no fornecimento de energia, com o estreito de Hormuz, que concentra pelo menos 20% da produção mundial de petróleo, em foco. O Insper Agro Global aponta que desvios de rota, maior percepção de risco e prêmios de seguro elevam os custos de transporte, o que impacta diretamente a cadeia de suprimentos do agronegócio brasileiro. A instabilidade também ameaça o estreito de Bab el-Mandeb e o Canal de Suez, ampliando riscos para o comércio agropecuário global.

Resumo: O conflito no Oriente Médio elevou significativamente os custos logísticos e de demurrage no transporte marítimo. A demurrage pode variar de US$ 325 a US$ 475 por contêiner refrigerado de 40 pés por dia, e um atraso de duas semanas pode chegar a cerca de US$ 6.400 por contêiner. Navios de 800–1.200 TEUs podem gerar custo diário próximo de US$ 570 mil em uma operação com 1.200 contêineres a US$ 475/dia. Pesquisadores do Insper Agro Global apontam que, além da demurrage, há desvios de rota, maior percepção de risco e prêmios de seguro mais altos, elevando as despesas operacionais. O bloqueio ou restrição de navegação pelas vias como o Estreito de Hormuz e Bab el-Mandeb ameaça cerca de 20% do tráfego mundial de petróleo e mercadorias, com impactos também no Canal de Suez. A MSC aplicou uma Sobretaxa de Risco de Guerra (WSR) de até US$ 4.000 por contêiner refrigerado e US$ 800 adicionais por contêiner para desvio; a empresa também anunciou o redirecionamento de remessas. Hapag-Lloyd e CMA foram entre as primeiras a suspender travessias pelo Hormuz e a aplicar WSR, com tarifas variando de US$ 1.500 a US$ 4.000 por contêiner refrigerado. No Brasil, a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira afirma que não deve haver interrupções nos envios para a região, destacando que cerca de 75% das exportações brasileiras para o mercado árabe são alimentos essenciais e que rotas alternativas, como o Golfo de Omã, estão sendo consideradas.

Resumo: O Atlas do Mercado de Terras 2025, do Incra, mostra um preço médio nacional de R$ 22.951,94 por hectare, com variações significativas por região e tipo de uso (agricultura vs. não agrícola). Mogiana (SP) apresenta extremos: não agrícola ~ R$ 2.433.233,91/ha e agrícola ~ R$ 80.911,18/ha, destacando a presença de café, cana e turismo rural. Regiões Sul e Sudeste concentram os maiores preços, com Xanxerê (SC) em torno de R$ 173.298,67/ha; a Região Metropolitana do Maranhão alcança ~ R$ 299.279,01/ha e, para uso não agrícola, até ~ R$ 405.641,35/ha. Oeste Amazonense figura entre os menores valores, cerca de R$ 1.525,62/ha, devido a logística precária, áreas protegidas e menor demanda. A média nacional subiu 28% entre dezembro de 2024 e dezembro de 2022. Fatores que elevam ou reduzem o preço incluem produtividade, proximidade a mercados, logística, economia, situação legal e uso da terra. O Incra aplica métodos para eliminar outliers na metodologia. Observação: 1 hectare equivale a 10 mil m². Para 2025/2026, não há preço fixo, mas a tendência é de valorização em polos consolidados (ex.: Mato Grosso, Matopiba) com avanços infraestruturais como a Ferrovia Norte-Sul; áreas preservadas ou com conflitos tendem a preços mais baixos.