
O município de Uruçuí se prepara para entrar de vez no mapa nacional dos biocombustíveis com a implantação de uma megausina de etanol. O projeto prevê investimento estimado em R$ 1,18 bilhão e a criação de cerca de 2 mil vagas de trabalho, somando oportunidades diretas e indiretas.
A iniciativa é da Brasbio, empresa ligada ao Grupo Progresso, e tem como foco a produção de etanol de milho, um segmento que vem ganhando espaço no país. A proposta reforça a tendência de expansão da indústria de energia renovável no interior, aproveitando a oferta de matéria-prima e a infraestrutura ligada ao agronegócio.
A escolha de Uruçuí não foi casual: a cidade está inserida em uma das áreas mais produtivas do agronegócio, o que cria um ambiente favorável para a instalação de um empreendimento de grande porte. A expectativa é que a nova planta industrial amplie a relevância do município no setor, além de movimentar cadeias econômicas associadas.
A projeção de aproximadamente 2 mil postos de trabalho envolve diferentes etapas do empreendimento. Durante a fase de construção, a tendência é de contratação em grande escala, com necessidade de equipes numerosas e perfis variados, inclusive com possibilidade de atração de trabalhadores de outras regiões.
Já na etapa operacional, a usina deverá exigir mão de obra qualificada, com abertura de vagas para profissionais técnicos, especialistas e trabalhadores treinados para rotinas industriais. A demanda deve incluir competências ligadas à manutenção, processos e controle de qualidade, entre outras funções comuns em plantas de biocombustíveis.
Destaque: a combinação entre empregos de curto prazo (construção) e oportunidades de longo prazo (operação) tende a ampliar o impacto social e econômico do empreendimento no município.
A implantação da usina também é vista como um motor para a economia local. A circulação de trabalhadores, fornecedores e prestadores de serviços tende a elevar a renda e aquecer o comércio, criando oportunidades para pequenos negócios e empresas já estabelecidas.
Entre os setores que devem sentir os efeitos do empreendimento estão transporte, serviços e atividades de apoio à construção e à operação industrial. Esse movimento pode gerar uma cadeia de ganhos que vai além do canteiro de obras, influenciando a demanda por moradia, alimentação, logística e contratação de fornecedores.
Comércio local: tendência de aumento de consumo e expansão de negócios.
Serviços: maior procura por alimentação, hospedagem e manutenção.
Transporte e logística: necessidade crescente de movimentação de insumos e operações de apoio.
Autoridades apontam que o projeto pode colocar Uruçuí em um novo patamar de desenvolvimento, com potencial de atrair novas empresas interessadas em operar próximas a um polo de produção de biocombustíveis. Além disso, a movimentação econômica tende a se espalhar para municípios do entorno, ampliando o alcance regional do investimento.
A perspectiva é que o município ganhe visibilidade nacional em um momento de crescimento do etanol de milho, consolidando a cidade como referência no setor. A promessa é de geração de renda, empregos e novas oportunidades, com reflexos na organização do mercado de trabalho e na dinâmica de serviços.
Item Informação Município Uruçuí Projeto Megausina de etanol com foco em etanol de milho Investimento estimado R$ 1,18 bilhão Empregos previstos Cerca de 2 mil vagas diretas e indiretas Empresa responsável Brasbio (ligada ao Grupo Progresso)
A expansão do etanol de milho no Brasil tem sido associada ao fortalecimento de cadeias agroindustriais e à busca por alternativas energéticas renováveis. Em regiões com alta produtividade agrícola, projetos desse tipo tendem a impulsionar investimentos e gerar novos arranjos econômicos, conectando produção rural, indústria e logística.
Com a chegada de um empreendimento de grande porte, Uruçuí se posiciona para participar desse movimento, combinando vocação do agronegócio e oportunidades de crescimento para o mercado de trabalho e para a economia local.
A implantação da nova usina reforça a expectativa de que Uruçuí se torne um polo relevante no setor de biocombustíveis, com impacto direto na geração de empregos e na dinamização de atividades econômicas locais e regionais.

A queda de geração nas usinas tipo 3, que incluem cogeração movida a biomassa de cana-de-açúcar, é preocupante, mas não há solução à vista, segundo Alexandre Leite, sócio da área de energia do Dias Carneiro Advogados. Para a cogeração, não há previsão de reembolso pela energia não vendida, apenas para as renováveis; segundo Leite, a solução exigiria mudanças legislativas. As distribuidoras afirmam que apenas seguem ordens do ONS, enquanto a Abradee diz que os prejuízos causados pela interrupção decorrentes dessas determinações não caracterizam falta de prestação do serviço. O texto evidencia um impasse regulatório entre o marco regulatório, as decisões operatorias e as expectativas do setor elétrico.

Em 10 de junho, durante a Semana do Meio Ambiente, o governo de São Paulo anunciou a construção da primeira usina brasileira de captura e armazenamento de carbono gerado pela produção de etanol de cana-de-açúcar. A iniciativa, orçada em cerca de R$ 30 milhões, envolve a FAPESP, a USP (Poli), a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Semil), a Petrobras e o escritório Rolim Goulart Cardoso Advogados, e resultou na criação do Centro de Tecnologias para Captura e Armazenamento de Carbono Biogênico (CTCCSBio), um Centro de Ciência para o Desenvolvimento (CCD) sediado na Poli-USP. O CTCCSBio terá como missão...

Resumo A Raízen avançou no processo de recuperação extrajudicial (RE) ao obter adesão de 75,45% dos créditos ao seu plano, o que permite protocolar a maior RE da história do Brasil. Mesmo com esse progresso, permanecem dúvidas sobre a estrutura da operação, especialmente a metodologia para a conversão de...

Resumo: A Raízen, joint venture de Cosan e Shell, negocia uma renegociação de dívida total de R$ 75,35 bilhões, com R$ 65,4 bilhões incluídos no processo de recuperação extrajudicial. Uma das propostas prevê converter 45% da dívida reestruturada em ações a R$ 0,25 por papel (valor cerca de 40% abaixo do fechamento anterior), com os 55% restantes estruturados como novas dívidas distribuídas entre Raízen Combustíveis e Raízen Energia, com maturidade entre 2032 e 2035. A reação do mercado foi negativa: as ações caíram quase 19% no dia, cotadas a R$ 0,34, após o anúncio da proposta de valorização da dívida em ações.

As fusões e aquisições nos segmentos de fertilizantes e açúcar/etanol caíram pela metade em 2025, totalizando apenas seis operações no ano, segundo levantamento exclusivo da KPMG para o Valor. Em fertilizantes, foram cinco transações em 2025, frente a nove em 2024; nas usinas de açúcar e etanol, o número caiu de três em 2024 para apenas uma em 2025. O recorte da consultoria evidencia um recuo significativo no ritmo de M&A nesses setores.