
A consultoria StoneX avaliou, em 24 de agosto de 2026, o comportamento dos principais fertilizantes e matérias-primas. A ureia foi o produto em que o viés de baixa se concentrou no mercado mundial. A leitura relaciona esse quadro à licitação indiana, ao aumento da disponibilidade chinesa e à postura cautelosa dos compradores em mercados estratégicos.
No segmento de fosfatados, o DAP encontrou sustentação na forte demanda da Índia e em uma oferta relativamente ajustada. Em sentido contrário, o MAP recuou no Brasil, em um ambiente de liquidez reduzida e demanda enfraquecida.
Os potássicos operaram de forma estável, porém com inclinação de baixa. A StoneX associou esse comportamento à retração dos compradores e à falta de definições em importantes licitações internacionais.
A amônia seguiu o enfraquecimento observado nos nitrogenados. O enxofre, por sua vez, manteve-se sustentado, apoiado em restrições de oferta e em gargalos logísticos.

No acumulado de janeiro a julho, as importações de MAP no Brasil caíram 20% e as de TSP avançaram 39%. Os preços dos fertilizantes haviam atingido níveis recordes desde 2022 entre março e abril, e os fosfatados registram correções graduais nas últimas semanas.

O preço de referência da ureia granular entregue no Brasil subiu 50% em maio de 2026 ante a média dos dois primeiros meses do ano. No mesmo recorte, o MAP avançou 29,7% e o cloreto de potássio, 9,7%, segundo o Banco Central.

A área tratada com defensivos agrícolas no Brasil cresceu 5% no primeiro semestre de 2026 e atingiu 1,2 bilhão de hectares. No mesmo recorte, o valor de mercado avançou 11,1%, para cerca de US$ 9 bilhões, de acordo com Kynetec Brasil e Sindiveg.

A colheita do milho safrinha no Brasil alcançou 69,1% da área cultivada, conforme a Conab, com progresso também no Paraná e em Mato Grosso do Sul. Contratos futuros na B3 fecharam em baixa, enquanto StoneX e USDA apresentam projeções próprias para as safras de milho e soja nos Estados Unidos.

A Mosaic projeta queda de 30% no uso de fosfatados no Brasil em 2026, com déficit de 1,3 milhão de toneladas de DAP nos solos. O cenário é impulsionado pelo enxofre a US$ 705/t e já se reflete nos resultados da companhia, que registrou prejuízo no segundo trimestre.