
A norte-americana Mosaic anunciou a paralisação das operações em duas unidades de extração de rocha fosfática em Minas Gerais — nas cidades de Araxá e Patrocínio. A companhia informou ainda que irá desmobilizar o complexo mineroquímico de Araxá, voltado à produção de superfosfato simples (SSP).
Segundo o comunicado, a medida envolve a interrupção das atividades de mineração de rocha fosfática nas duas localidades e a retirada de operação da estrutura industrial de Araxá destinada ao processamento e à fabricação de fertilizantes fosfatados, com foco no SSP.
A decisão marca um novo movimento de reorganização das operações da empresa no país, afetando diretamente a cadeia de produção ligada aos fosfatos — insumo estratégico para a agricultura e para a indústria de fertilizantes.
As ações anunciadas abrangem:
Mina de rocha fosfática de Araxá (MG): paralisação da operação.
Mina de rocha fosfática de Patrocínio (MG): paralisação da operação.
Complexo mineroquímico de Araxá (MG): desmobilização da planta voltada ao superfosfato simples (SSP).
Local Atividade Medida anunciada Araxá (MG) Mineração de rocha fosfática Paralisação Patrocínio (MG) Mineração de rocha fosfática Paralisação Araxá (MG) Produção de superfosfato simples (SSP) Desmobilização
O superfosfato simples (SSP) é um fertilizante fosfatado utilizado para fornecer fósforo às plantas, além de outros componentes que podem contribuir para a nutrição do solo. O produto é aplicado em diferentes culturas e tem relevância para sistemas agrícolas que dependem do manejo adequado de nutrientes.
Contexto: a rocha fosfática é a principal matéria-prima para a produção de fertilizantes à base de fósforo, essencial para o desenvolvimento vegetal e para ganhos de produtividade no campo.
A paralisação das minas e a desmobilização do complexo mineroquímico em Araxá reposicionam a presença industrial da Mosaic em Minas Gerais e podem influenciar a dinâmica regional ligada à produção de insumos para fertilizantes. O anúncio também chama atenção por ocorrer em um setor considerado estratégico para o agronegócio brasileiro.
Até o momento, o comunicado divulgado destaca as medidas operacionais nas unidades de Araxá e Patrocínio, sem detalhar prazos, volumes envolvidos ou efeitos adicionais sobre abastecimento e mercado. Novas informações podem ser divulgadas à medida que a companhia avance na execução do plano.

A área tratada com defensivos agrícolas no Brasil cresceu 5% no primeiro semestre de 2026 e atingiu 1,2 bilhão de hectares. No mesmo recorte, o valor de mercado avançou 11,1%, para cerca de US$ 9 bilhões, de acordo com Kynetec Brasil e Sindiveg.

A Mosaic projeta queda de 30% no uso de fosfatados no Brasil em 2026, com déficit de 1,3 milhão de toneladas de DAP nos solos. O cenário é impulsionado pelo enxofre a US$ 705/t e já se reflete nos resultados da companhia, que registrou prejuízo no segundo trimestre.

A ureia nos portos brasileiros acumula alta de 19% em cinco semanas, refletindo a demanda interna e o retorno da Índia ao mercado internacional. A relação de troca com o milho, porém, segue próxima da média dos últimos cinco anos.
A Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA) informa que as entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro encerraram o mês de abril de 2026 com 2,54 milhões de toneladas. Volume significa leve redução de 6% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram entregues 2,70 milhões de toneladas.

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