
O cultivo de trigo em Santa Catarina está reforçando práticas sustentáveis na agricultura e fortalecendo a cadeia alimentar local. Essa cultura vital tem se expandido, especialmente no Planalto Norte e Oeste do estado, estabelecendo-se como parte integrante da rotação de culturas.
No Planalto Norte e no Oeste, áreas antes ociosas no inverno agora são utilizadas para plantar trigo, contribuindo para a renda das famílias rurais e melhorando a fertilidade do solo. Instituições como Epagri e Cidasc têm desempenhado papel crucial no apoio aos agricultores com boas práticas agrícolas, garantindo assim, um manejo adequado.
A Epagri desenvolve cultivares adaptadas a condições locais, permitindo resistência a doenças e altos rendimentos. Quando cultivado em rotação com milho e soja, o trigo oferece diversificação de renda e redução de custos, promovendo um modelo produtivo sustentável.
A Cidasc assegura a qualidade do trigo, monitorando desde o armazenamento até o transporte para moinhos, garantindo sanidade e rastreabilidade dos grãos. Após a colheita, lotes seguem para unidades de recebimento onde passam por análises rigorosas, minimizando riscos de contaminação, o que é essencial para atender aos padrões da indústria moageira.
A alta qualidade e controle de origem do trigo têm sido valorizados pela indústria de moagem. A transformação do grão em farinha para pães e outros produtos reduz custos logísticos e agrega valor à produção local. Regiões como Joaçaba são exemplos de sinergia entre agricultores e indústrias, convertendo a produção local em alimentos consumidos pelo público.
Em suma, o trigo catarinense destaca-se pela qualidade e pela sua vital contribuição para uma agricultura local sustentável, reforçando a cadeia alimentar e assegurando um suprimento de alimentos de alta qualidade.

Passagem de frente fria e formação de ciclone trarão chuvas intensas ao Sul e Sudeste do Brasil a partir de 29 de setembro, segundo o Inmet. A previsão é de tempestades, vento, raios e granizo, com chuvas superando 100 mm em algumas áreas. Na sexta-feira, 30, o ciclone intensifica as chuvas no Sudeste, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais. No sábado, 31, chuvas persistentes seguem entre o Triângulo Mineiro e o Rio de Janeiro, com risco de volumes elevados. O ciclone pode manter a umidade alta até a próxima semana, levando a um padrão típico de verão.

A Queijaria Faz o Bem, localizada em Piumhi (MG), combina agroecologia e pecuária regenerativa na produção de Queijo Canastra, preservando 44% de sua área com mata nativa e empregando um sistema regenerativo que integra pastagens, agroflorestas e bem-estar animal. Fundada por Vinícius Soares, a propriedade é um modelo de sustentabilidade, não utilizando agrotóxicos e aproveitando subprodutos como o soro de queijo na alimentação suína. O Sebrae apoiou o desenvolvimento da identidade de marca e da Indicação de Procedência do Queijo Canastra. A Faz o Bem foi premiada em competições nacionais e internacionais por sua excelência, e busca ser um exemplo inspirador de produção regenerativa. Paralelamente, a Reforma Tributária impacta o agronegócio brasileiro, introduzindo o IBS e CBS como novos modelos de taxa e promovendo a adoção de um CNPJ alfanumérico para produtores rurais, visando simplificação e inclusão fiscal.

Nos últimos anos, entre 2012 e 2025, o Brasil contabilizou 1.205 pedidos nacionais de patentes verdes, com o Nordeste contribuindo apenas com 12% desse total, ficando atrás do Sudeste e do Sul. O relatório do INPI, divulgado em janeiro, mostra que o país é o segundo maior em pedidos de tecnologias agrícolas verdes no mundo, principalmente em biofertilizantes e defensivos sustentáveis. As patentes de origem estrangeira também seguem essa tendência. A estrutura de pesquisa nacional é majoritariamente pública, destacando a participação da Embrapa e das universidades federais, especialmente no Sudeste. No entanto, o Nordeste apresenta inovação concentrada em poucos polos estaduais, com a maior parte dos pedidos não chegando a se tornar patentes protegidas. A falta de colaborações inter-regionais e a predominância de atores públicos limitam a conversão da pesquisa em produtos comercializáveis. Essas dinâmicas são discutidas no relatório completo do INPI disponível online.

A nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental, que entrará em vigor em fevereiro, isenta a pecuária e a agricultura do licenciamento, mesmo em terras sem o Cadastro Ambiental Rural (CAR) homologado, alarmando especialistas sobre possíveis impactos devastadores no Amazonas. A modificação da lei, com a liberação de atividades sem análise prévia, enfraquece a fiscalização e aumenta o risco de desmatamento ilegal, afetando unidades de conservação e a biodiversidade, como o macaco-aranha-de-cara-preta. A nova regulamentação também reduz o poder do ICMBio em monitorar impactos, gerando insegurança jurídica e ameaçando o clima local.

A nova diretoria da FAET, liderada pelo presidente reeleito Paulo Carneiro, realizou sua primeira reunião do mandato para estabelecer pautas estratégicas para o agronegócio do Tocantins até 2026. Os assuntos em foco incluem REDD+, crédito de carbono, proposta de Zoneamento Ecológico-Econômico e rastreabilidade bovina. A diretoria pretende fortalecer exposições agropecuárias e feiras rurais como ambientes de negócios. O encontro também abordou a parceria com o governo estadual e o investimento em capacitação técnica dos sindicatos rurais para ampliar a realização de eventos no estado.