
Lucas do Rio Verde, inovando nas práticas ambientais e impulsionando o desenvolvimento econômico, recentemente sediou a primeira edição da Rota do Saneamento de 2026. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente em parceria com o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) e o Green Future Hub, buscou engajar empresários locais na educação ambiental.
A programação incluiu visitas a pontos estratégicos do sistema de saneamento, como estações de captação, tratamento de esgoto e ecopontos para triagem de resíduos. O objetivo principal é conscientizar sobre o funcionamento do sistema e a importância da sustentabilidade. Segundo Felipe Palis, Secretário de Agricultura e Meio Ambiente, a ação é crucial para disseminar conhecimentos sobre gestão de resíduos, promovendo a colaboração de todos para um ambiente mais saudável.
O diretor do Saae, Paulo Nunes, afirmou que conhecer o processo de tratamento de água e esgoto estimula o uso consciente dos recursos. "Ao entender o funcionamento, cresce a responsabilidade e engajamento dos cidadãos no cuidado ambiental", explicou.
A iniciativa contou com a colaboração do Sicredi e outras instituições, que evidenciaram o comprometimento com práticas sustentáveis. De acordo com Kauany Ewald, analista de sustentabilidade do Sicredi, essas ações fortalecem a economia circular e o conceito de lixo zero.
No âmbito econômico, Lucas do Rio Verde recebeu a visita do Grupo Muyuan Foodstuff, maior produtor mundial de suínos, interessado em investimentos na importação de grãos e no processamento de carne suína. A presença da comitiva chinesa destacou o município como um polo estratégico do agronegócio brasileiro.
Durante a visita, o prefeito Miguel Vaz e o diretor de compras do grupo, Kong Xiang Dong, discutiram o potencial econômico e as oportunidades de negócios. "O ambiente de negócios é convidativo para investimentos internacionais, reforçando a nossa imagem como Cidade de Oportunidades", afirmou o prefeito.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Welligton Souto, metade dos grãos do estado está próxima a Lucas do Rio Verde, o que fortalece as relações comerciais e atrai novos investimentos, consolidando a cidade como um polo logístico e industrial.
Nessa conjuntura, Lucas do Rio Verde se destaca não só pela inovação nas práticas ambientais, mas também pelo seu papel estratégico no cenário global do agronegócio.

Passagem de frente fria e formação de ciclone trarão chuvas intensas ao Sul e Sudeste do Brasil a partir de 29 de setembro, segundo o Inmet. A previsão é de tempestades, vento, raios e granizo, com chuvas superando 100 mm em algumas áreas. Na sexta-feira, 30, o ciclone intensifica as chuvas no Sudeste, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais. No sábado, 31, chuvas persistentes seguem entre o Triângulo Mineiro e o Rio de Janeiro, com risco de volumes elevados. O ciclone pode manter a umidade alta até a próxima semana, levando a um padrão típico de verão.

A Queijaria Faz o Bem, localizada em Piumhi (MG), combina agroecologia e pecuária regenerativa na produção de Queijo Canastra, preservando 44% de sua área com mata nativa e empregando um sistema regenerativo que integra pastagens, agroflorestas e bem-estar animal. Fundada por Vinícius Soares, a propriedade é um modelo de sustentabilidade, não utilizando agrotóxicos e aproveitando subprodutos como o soro de queijo na alimentação suína. O Sebrae apoiou o desenvolvimento da identidade de marca e da Indicação de Procedência do Queijo Canastra. A Faz o Bem foi premiada em competições nacionais e internacionais por sua excelência, e busca ser um exemplo inspirador de produção regenerativa. Paralelamente, a Reforma Tributária impacta o agronegócio brasileiro, introduzindo o IBS e CBS como novos modelos de taxa e promovendo a adoção de um CNPJ alfanumérico para produtores rurais, visando simplificação e inclusão fiscal.

Nos últimos anos, entre 2012 e 2025, o Brasil contabilizou 1.205 pedidos nacionais de patentes verdes, com o Nordeste contribuindo apenas com 12% desse total, ficando atrás do Sudeste e do Sul. O relatório do INPI, divulgado em janeiro, mostra que o país é o segundo maior em pedidos de tecnologias agrícolas verdes no mundo, principalmente em biofertilizantes e defensivos sustentáveis. As patentes de origem estrangeira também seguem essa tendência. A estrutura de pesquisa nacional é majoritariamente pública, destacando a participação da Embrapa e das universidades federais, especialmente no Sudeste. No entanto, o Nordeste apresenta inovação concentrada em poucos polos estaduais, com a maior parte dos pedidos não chegando a se tornar patentes protegidas. A falta de colaborações inter-regionais e a predominância de atores públicos limitam a conversão da pesquisa em produtos comercializáveis. Essas dinâmicas são discutidas no relatório completo do INPI disponível online.

A nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental, que entrará em vigor em fevereiro, isenta a pecuária e a agricultura do licenciamento, mesmo em terras sem o Cadastro Ambiental Rural (CAR) homologado, alarmando especialistas sobre possíveis impactos devastadores no Amazonas. A modificação da lei, com a liberação de atividades sem análise prévia, enfraquece a fiscalização e aumenta o risco de desmatamento ilegal, afetando unidades de conservação e a biodiversidade, como o macaco-aranha-de-cara-preta. A nova regulamentação também reduz o poder do ICMBio em monitorar impactos, gerando insegurança jurídica e ameaçando o clima local.

A nova diretoria da FAET, liderada pelo presidente reeleito Paulo Carneiro, realizou sua primeira reunião do mandato para estabelecer pautas estratégicas para o agronegócio do Tocantins até 2026. Os assuntos em foco incluem REDD+, crédito de carbono, proposta de Zoneamento Ecológico-Econômico e rastreabilidade bovina. A diretoria pretende fortalecer exposições agropecuárias e feiras rurais como ambientes de negócios. O encontro também abordou a parceria com o governo estadual e o investimento em capacitação técnica dos sindicatos rurais para ampliar a realização de eventos no estado.