
A fragrância intensa que se propaga pelo Cerrado durante o verão revela a presença da pera-do-Cerrado, um dos sabores mais ameaçados do Brasil. Esta fruta dourada cresce naturalmente e está em risco devido à diminuição das áreas deste bioma.
Também conhecida como cabacinha-do-campo, a pera-do-Cerrado é catalogada no "Arca do Gosto" do Slow Food Brasil, que preserva alimentos ameaçados de desaparecer. Este pequeno arbusto, crescendo até 1,5 metro, produz frutos amarelo-dourados de casca felpuda. O Cerrado é seu habitat, especialmente onde a vegetação é mais baixa.
Conforme a Embrapa Cerrados, a planta se reproduz exclusivamente através de sementes, que são recalcitrantes, perdendo rapidamente a capacidade de germinar ao secar. Isso representa um desafio a produtores interessados em cultivá-la.
A pera-do-Cerrado é rica em vitamina C, colaborando para um sistema imunológico fortalecido. Ela contém compostos fenólicos antioxidantes, minerais como potássio e magnésio, além de carotenoides, benéficos para os olhos e imunidade.
O cultivo exige solos bem drenados e o plantio é feito por sementes, inseridas imediatamente na terra após retiradas dos frutos maduros. Preparar covas e adicionar adubo orgânico são etapas essenciais.
A planta é resistente ao clima do Cerrado e pode ajudar na recuperação de áreas degradadas.
A polpa branca e suculenta, com sabor azedinho, é ideal para preparar sucos, geleias e sorvetes. Além disso, comunidades locais produzem licores aromáticos preservando o sabor da fruta.
Organizações como o Slow Food e a Nova Mata trabalham para evitar a extinção da pera-do-Cerrado. Plantar em quintais e sistemas agroflorestais é crucial para sua preservação. Valorizar esta fruta nativa ajuda no desenvolvimento sustentável de comunidades rurais e na manutenção da biodiversidade do Cerrado.
O futuro da pera-do-Cerrado depende do seu reconhecimento e da inclusão nos sistemas de produção rural, respeitando sempre suas características naturais.

Passagem de frente fria e formação de ciclone trarão chuvas intensas ao Sul e Sudeste do Brasil a partir de 29 de setembro, segundo o Inmet. A previsão é de tempestades, vento, raios e granizo, com chuvas superando 100 mm em algumas áreas. Na sexta-feira, 30, o ciclone intensifica as chuvas no Sudeste, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais. No sábado, 31, chuvas persistentes seguem entre o Triângulo Mineiro e o Rio de Janeiro, com risco de volumes elevados. O ciclone pode manter a umidade alta até a próxima semana, levando a um padrão típico de verão.

A Queijaria Faz o Bem, localizada em Piumhi (MG), combina agroecologia e pecuária regenerativa na produção de Queijo Canastra, preservando 44% de sua área com mata nativa e empregando um sistema regenerativo que integra pastagens, agroflorestas e bem-estar animal. Fundada por Vinícius Soares, a propriedade é um modelo de sustentabilidade, não utilizando agrotóxicos e aproveitando subprodutos como o soro de queijo na alimentação suína. O Sebrae apoiou o desenvolvimento da identidade de marca e da Indicação de Procedência do Queijo Canastra. A Faz o Bem foi premiada em competições nacionais e internacionais por sua excelência, e busca ser um exemplo inspirador de produção regenerativa. Paralelamente, a Reforma Tributária impacta o agronegócio brasileiro, introduzindo o IBS e CBS como novos modelos de taxa e promovendo a adoção de um CNPJ alfanumérico para produtores rurais, visando simplificação e inclusão fiscal.

Nos últimos anos, entre 2012 e 2025, o Brasil contabilizou 1.205 pedidos nacionais de patentes verdes, com o Nordeste contribuindo apenas com 12% desse total, ficando atrás do Sudeste e do Sul. O relatório do INPI, divulgado em janeiro, mostra que o país é o segundo maior em pedidos de tecnologias agrícolas verdes no mundo, principalmente em biofertilizantes e defensivos sustentáveis. As patentes de origem estrangeira também seguem essa tendência. A estrutura de pesquisa nacional é majoritariamente pública, destacando a participação da Embrapa e das universidades federais, especialmente no Sudeste. No entanto, o Nordeste apresenta inovação concentrada em poucos polos estaduais, com a maior parte dos pedidos não chegando a se tornar patentes protegidas. A falta de colaborações inter-regionais e a predominância de atores públicos limitam a conversão da pesquisa em produtos comercializáveis. Essas dinâmicas são discutidas no relatório completo do INPI disponível online.

A nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental, que entrará em vigor em fevereiro, isenta a pecuária e a agricultura do licenciamento, mesmo em terras sem o Cadastro Ambiental Rural (CAR) homologado, alarmando especialistas sobre possíveis impactos devastadores no Amazonas. A modificação da lei, com a liberação de atividades sem análise prévia, enfraquece a fiscalização e aumenta o risco de desmatamento ilegal, afetando unidades de conservação e a biodiversidade, como o macaco-aranha-de-cara-preta. A nova regulamentação também reduz o poder do ICMBio em monitorar impactos, gerando insegurança jurídica e ameaçando o clima local.

A nova diretoria da FAET, liderada pelo presidente reeleito Paulo Carneiro, realizou sua primeira reunião do mandato para estabelecer pautas estratégicas para o agronegócio do Tocantins até 2026. Os assuntos em foco incluem REDD+, crédito de carbono, proposta de Zoneamento Ecológico-Econômico e rastreabilidade bovina. A diretoria pretende fortalecer exposições agropecuárias e feiras rurais como ambientes de negócios. O encontro também abordou a parceria com o governo estadual e o investimento em capacitação técnica dos sindicatos rurais para ampliar a realização de eventos no estado.