
Uma série de avaliações técnicas conduzidas nas bacias dos rios Taquari-Antas e Baixo Jacuí alertam sobre a segurança da água para famílias rurais no Rio Grande do Sul. Os estudos, parte do programa Recupera Rural RS, foram realizados pela Embrapa em parceria com a Emater/RS-ASCAR no outubro de 2025. As regiões analisadas sofreram impactos graves nas enchentes de maio de 2024.
No total, 17 municípios participaram, incluindo Bom Retiro do Sul, Cruzeiro do Sul, Carlos Barbosa, Imigrante e Arroio do Meio. Os demais integrantes foram Colinas, Estrela, Santa Clara do Sul, Marques de Souza, Travesseiro, Nova Bréscia, Dois Lajeados, Guaporé, Encantado, Muçum, Roca Sales e Santa Tereza.
As análises identificaram contaminações microbiológicas e químicas que demandam tratamento. Utilizando métodos avançados como qPCR para detectar microrganismos patogênicos, destacaram-se as contaminações por Salmonella spp, Toxoplasma gondii, Escherichia coli perigosa, além de fluoreto e nitrato em excesso.
No entanto, os especialistas enfatizam que as amostras foram coletadas antes das etapas de cloração, presentes na maioria dos poços amostrados, o que já elimina muitos organismos perigosos. “Isso significa que muitos desses organismos potencialmente patogênicos já são eliminados quando em contato com o cloro inserido no sistema”, afirmou Alexandre Matthiensen da Embrapa Suínos e Aves.
Com base nos resultados, cada poço recebeu um relatório específico, e a Emater orientará os produtores sobre as ações necessárias. As recomendações incluem:
A equipe do programa Recupera Rural RS continuará monitorando a qualidade das águas subterrâneas para assegurar a segurança nas atividades produtivas e no consumo doméstico.
Este projeto insere-se nas iniciativas da Plataforma Colaborativa Recupera Rural RS, focada em mitigar os efeitos das mudanças climáticas. A parceria de diversas instituições visa combater os desafios ambientais e de saúde pública decorrentes dos eventos climáticos extremos.

Passagem de frente fria e formação de ciclone trarão chuvas intensas ao Sul e Sudeste do Brasil a partir de 29 de setembro, segundo o Inmet. A previsão é de tempestades, vento, raios e granizo, com chuvas superando 100 mm em algumas áreas. Na sexta-feira, 30, o ciclone intensifica as chuvas no Sudeste, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais. No sábado, 31, chuvas persistentes seguem entre o Triângulo Mineiro e o Rio de Janeiro, com risco de volumes elevados. O ciclone pode manter a umidade alta até a próxima semana, levando a um padrão típico de verão.

A Queijaria Faz o Bem, localizada em Piumhi (MG), combina agroecologia e pecuária regenerativa na produção de Queijo Canastra, preservando 44% de sua área com mata nativa e empregando um sistema regenerativo que integra pastagens, agroflorestas e bem-estar animal. Fundada por Vinícius Soares, a propriedade é um modelo de sustentabilidade, não utilizando agrotóxicos e aproveitando subprodutos como o soro de queijo na alimentação suína. O Sebrae apoiou o desenvolvimento da identidade de marca e da Indicação de Procedência do Queijo Canastra. A Faz o Bem foi premiada em competições nacionais e internacionais por sua excelência, e busca ser um exemplo inspirador de produção regenerativa. Paralelamente, a Reforma Tributária impacta o agronegócio brasileiro, introduzindo o IBS e CBS como novos modelos de taxa e promovendo a adoção de um CNPJ alfanumérico para produtores rurais, visando simplificação e inclusão fiscal.

Nos últimos anos, entre 2012 e 2025, o Brasil contabilizou 1.205 pedidos nacionais de patentes verdes, com o Nordeste contribuindo apenas com 12% desse total, ficando atrás do Sudeste e do Sul. O relatório do INPI, divulgado em janeiro, mostra que o país é o segundo maior em pedidos de tecnologias agrícolas verdes no mundo, principalmente em biofertilizantes e defensivos sustentáveis. As patentes de origem estrangeira também seguem essa tendência. A estrutura de pesquisa nacional é majoritariamente pública, destacando a participação da Embrapa e das universidades federais, especialmente no Sudeste. No entanto, o Nordeste apresenta inovação concentrada em poucos polos estaduais, com a maior parte dos pedidos não chegando a se tornar patentes protegidas. A falta de colaborações inter-regionais e a predominância de atores públicos limitam a conversão da pesquisa em produtos comercializáveis. Essas dinâmicas são discutidas no relatório completo do INPI disponível online.

A nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental, que entrará em vigor em fevereiro, isenta a pecuária e a agricultura do licenciamento, mesmo em terras sem o Cadastro Ambiental Rural (CAR) homologado, alarmando especialistas sobre possíveis impactos devastadores no Amazonas. A modificação da lei, com a liberação de atividades sem análise prévia, enfraquece a fiscalização e aumenta o risco de desmatamento ilegal, afetando unidades de conservação e a biodiversidade, como o macaco-aranha-de-cara-preta. A nova regulamentação também reduz o poder do ICMBio em monitorar impactos, gerando insegurança jurídica e ameaçando o clima local.

A nova diretoria da FAET, liderada pelo presidente reeleito Paulo Carneiro, realizou sua primeira reunião do mandato para estabelecer pautas estratégicas para o agronegócio do Tocantins até 2026. Os assuntos em foco incluem REDD+, crédito de carbono, proposta de Zoneamento Ecológico-Econômico e rastreabilidade bovina. A diretoria pretende fortalecer exposições agropecuárias e feiras rurais como ambientes de negócios. O encontro também abordou a parceria com o governo estadual e o investimento em capacitação técnica dos sindicatos rurais para ampliar a realização de eventos no estado.